quinta-feira, 2 de abril de 2026

Felizes E Infelizes - Emmanuel

 


 Felizes E Infelizes

Emmanuel

L - Questão 921


O conceito espírita da felicidade nem sempre enxerga os felizes onde o mundo os coloca.


Há pessoas que requisitam conforto demasiado, na preocupação de serem felizes, e acabam infelizes, estiradas no tédio.


Criaturas aparecem, pleiteando destaque e, em se crendo ditosas por obtê-lo, confessam-se infortunadas depois, quando se reconhecem inabilitadas para os encargos que receberam.


Há felizes nas mesas lautas, comprando enfermidades com os excessos a que se afeiçoam e infelizes, na carência material, entesourando valores imperecíveis, no proveito das lições que o mundo lhes reservou.


Em toda parte, surpreendemos os felizes de saúde, que abusam da robustez, caindo na desencarnação prematura, e os infelizes de doença, que senhoreiam longa vida pelo respeito que dedicam ao corpo.


Em todos os lugares, os contrastes aparentemente chocantes... 


Situações risonhas, muitas vezes, geram suplícios porvindouros, por não saber quem as possui, empregar criteriosamente a felicidade que lhes foi emprestada. 


Aqui e além, surgem, sem conta, os felizes-infelizes nos enganos a que se arrojam e os infelizes-felizes, nas provações em que se elevam.


Sócrates, considerado infeliz, é o pai da filosofia.


Anytos, imaginado feliz, ainda hoje, no conceito do mundo, é o carrasco.


Jesus, suposto infeliz, é o renovador do mundo.


Barrabás, julgado feliz, até agora, na memória dos homens, é o malfeitor.


***

Apliquemos o entendimento espírita aos acontecimentos cotidianos e verificaremos que os felizes e os infelizes não estão qualificados pela abastança ou pela indigência que entremostrem nos quadros exteriores. 


São e serão sempre aqueles que, em qualquer circunstância, edificam a felicidade para os outros, de vez que as leis da vida determinam seja a criatura medida pelas outras criaturas, especificando que a felicidade ou a infelicidade articuladas por alguém, nos caminhos alheios, se voltem, matematicamente, para quem os formou.


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 40 p. 65 .Imagem Reproduzida da Internet.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Reformas de Metade - André Luiz

 


Reformas De Metade

André Luiz

C - 1.ª Parte - Cap. VII - Item 2


Desde a primeira hora da Doutrina Espírita recomendam os emissários da Esfera Superior uma reforma urgente, inadiável, intransferível: a reforma de cada um de nós, nas bases traçadas pelo Evangelho de Jesus.


Isso porque toda reforma nas linhas da boa intenção será respeitável, mas somente a renovação interior é fundamental.


Tudo o que vise melhorar a vida deve ser feito, no entanto, se não nos melhoramos, todas as aquisições efetuadas são vantagens superficiais.


Qualquer benefício externo para ser benefício externo para ser benefício real depende de nós.


A luz que nos auxilia a escrever uma página de fraternidade pode ser aproveitada pelo companheiro menos feliz para traçar uma carta que favorece o crime.


O dinheiro que nos custeou a movimentação para o estudo das leis morais que nos governam o destino é o mesmo que está sendo despendido pelos que compram a decadência do corpo e da alma nos redutos do álcool.


O automóvel que nos conduz ao cenáculo de oração onde louvamos a Bondade Divina, transporta de igual modo a locais determinados os que se reúnem para a negação da fé.


A morfina que alivia o sofrimento na dose adequada não é diversa da que garante os abusos do entorpecente.


Justo que não se impeça a formação de medidas destinadas ao bem comum.


A higiene é um atestado eloquente de que ninguém deve e nem pode viver sem a constante renovação exterior.


O Espiritismo, porém, nos adverte de que todas as modificações por fora, ainda as mais dignas, são reformas de metade, que permanecerão incompletas sem as reformas do homem que lhes manejará os valores.


Reflitamos nisso, observando o caminho e a meta. 


Sem estrada não alcançarmos o alvo, entretanto, a estrada é o meio e o alvo é o fim.


Para sermos mais precisos, resumamos o assunto com a lógica espírita, num raciocínio ligeiro e claro: todos nós, os ignorante e os sábios, os justos e os injustos, podemos fazer o bem e devemos fazer o bem, mas acima de tudo, é preciso ser bom...

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 39 p. 64 .Imagem Reproduzida da Internet.