segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Associação - Emmanuel

 


Associação

Emmanuel

 

Se o homem pudesse contemplar com os próprios olhos as correntes de pensamento, reconheceria, de pronto, que todos vivemos em regime de comunhão, segundo os princípios da afinidade.

 

A associação mora em todas as coisas, preside a todos os

acontecimentos e comanda a existência de todos os seres.

Demócrito, o sábio grego que viveu na Terra muito antes do Cristo, assevera que “os átomos, invisíveis ao olhar humano, agrupam-se à feição dos pombos, à cata de comida, formando assim os corpos que conhecemos”.

 

Começamos agora a penetrar a essência do microcosmo e, de alguma sorte, podemos simbolizar, por enquanto, no átomo entregue à nossa perquirição, um sistema solar em miniatura, no qual o núcleo desempenha a função de centro vital e os eletrons a de planetas em movimento gravitativo.

 

 

No plano da Vida Maior, vemos os sóis carregando os mundos na imensidade, em virtude da interação eletromagnética das forças universais.

 

Assim também na vida comum, a alma entra em ressonância com as correntes mentais em que respiram as almas que se lhe assemelham.

 

Assimilamos os pensamentos daqueles que pensam como pensamos.

É que sentindo, mentalizando, falando ou agindo, sintonizamo-nos com as emoções e ideias de todas as pessoas, encarnadas ou desencarnadas, da nossa faixa de simpatia.

 

Estamos invariavelmente atraindo ou repelindo recursos mentais que se agregam aos nossos, fortificando-nos para o bem ou para o mal, segundo a direção que escolhemos.

 

Em qualquer providência e em qualquer opinião, somos sempre a soma de muitos.

 

Expressamos milhares de criaturas e milhares de criaturas nos expressam.

 

O desejo é a alavanca de fosso sentimento, gerando a energia que consumimos, segundo a nossa vontade.

 

Quando nos detemos nos defeitos e faltas dos outros, o espelho de nossa mente reflete-os, de imediato, como que absorvendo as imagens deprimentes de que se constituem, pondo-se nossa imaginação a digerir essa espécie de

alimento, que mais tarde se incorpora aos tecidos Sutis de nossa alma.

 

Com o decurso do tempo nossa alma não raro passa a exprimir, pelo seu veículo de manifestação o que assimilara fazendo-o seja pelo corpo carnal, entre os homens, seja pelo corpo espiritual de que nos servimos, depois da morte.

 

É por esta razão que geralmente os censores do procedimento alheio acabam praticando as mesmas ações que condenam no próximo, porquanto, interessados em descer às minúcias do mal, absorvem-lhe inconscientemente

as emanações, surpreendendo-se, um dia, dominados pelas forças que o representam.

 

Toda a brecha de sombra em nossa personalidade retrata a sombra maior.

 

Qual o pequenino foco infeccioso que, abandonado a si mesmo, pode converter-se dentro de algumas horas no bolo pestífero de imensas proporções, a maledicência pode precipitar-nos no vício, tanto quanto a cólera sistemática nos arrasta, muita vez, aos labirintos da loucura ou às trevas do

crime.

 

Pensando, conversando ou trabalhando, a força de nossas ideias, palavras e atos alcança, de momento, um potencial tantas vezes maior quantas sejam as pessoas encarnadas ou não que concordem conosco, potencial esse que tende a aumentar indefinidamente, impondo-nos, de retorno, as consequências de nossas próprias iniciativas.

 

Estejamos, assim, procurando incessantemente o bem, ajudando, aprendendo, servindo, desculpando e amando, porque, nessa atitude, refletiremos os cultivadores da luz, resolvendo, com segurança o nosso problema de companhia.

 

XAVIER , Francisco Cândido Xavier ditado pelo Espírito Emmanuel.  Pensamento e vida. Cap. 8, p. 13,14.  Imagem Reproduzida da Internet.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Trabalho - Emmanuel





Trabalho

Emmanuel


Se nos propomos retratar mentalmente a luz dos Planos Superiores, é indispensável que a nossa vontade abrace espontaneamente o trabalho por alimento de cada dia.


No pretérito, apreciávamo-lo por atitude servil de quantos caíssem sob o ferrete da injúria.

 

A escola, as artes, as virtudes domésticas, a indústria e o amanho do solo eram relegados a mãos escravas, reservando-se os braços supostos livres para a inércia dourada.

 

Hoje, porém, sabemos que a lei do trabalho é roteiro da justa emancipação. 


Sem ela, o mundo mental dorme estanque. 


Fugir-lhe aos impositivos é situar-se à margem do caminho, onde o carro da evolução marcha, inflexível, deixando à retaguarda quantos se amolgam à ilusão da preguiça.

 

O usurário não padece apenas a infelicidade de sequestrar os bens devidos ao Bem de Todos, mas igualmente o infortúnio de erguer para si a cova adornada em que se lhe estiolarão as mais nobres faculdades do espírito.

 

Não vale, contudo, agir por agir.

 

As regiões infernais vibram repletas de movimento.

 

Além do trabalho-obrigação que nos remunera de pronto, é necessário nos atenhamos ao prazer de servir.

 

Nas contingências naturais do desenvolvimento terrestre, o espírito encarnado é compelido a esforço incessante, para o sustento do corpo físico.

 

Recolhe, de graça, a água pura, os princípios solares e os recursos nutrientes da atmosfera; entretanto, é preciso suar e sofrer em busca da proteína e do carboidrato que lhe assegurem a euforia orgânica.

 

Cativo, embora, às injunções do plano de obscura matéria em que transitoriamente respira, pode, porém, desde a Terra, fruir a ventura do serviço voluntário aos semelhantes todo aquele que descerre o espelho da própria alma aos reflexos da Esfera Divina.

 

O trabalho-ação transforma o ambiente.

 

O trabalho-serviço, transforma o homem.

 

As tarefas remuneradas conquistam o agradecimento de quem lhes recebe o concurso, mas permanecem adstritas ao mundo, nas linhas da troca vulgar.

 

A prestação de concurso espontâneo, sem qualquer base de recompensa, desdobra a influência da Bondade Celestial que a todos nos ampara sem pagamento

 

A maneira que se nos alonga a ascensão, entendemos com mais clareza a necessidade de trabalhar por amor de servir.

 

Quando começamos a ajudar o próximo, sem aguilhões, matriculamo-nos no acrisolamento da própria alma, entrando em sintonia com a Vida Abundante.

 

Nos círculos mais elevados do espírito, o trabalho não é imposto. 


criatura consciente da verdade compreende que a ação no bem é ajustamento às Leis de Deus e a ela se rende por livre vontade.

 

Por isso, nos domínios superiores, quem serve avança para os cimos da imortalidade radiosa, reproduzindo dentro de si mesmo as maravilhas do Céu que nos rodeia a espelhar-se por toda parte.

 

XAVIER , Francisco Cândido Xavier ditado pelo Espírito Emmanuel.  Pensamento e vida.Cap.7, p. 12,13.  Imagem Reproduzida da Internet.

 

sábado, 17 de janeiro de 2026

Fé - Emmanuel

 


Emmanuel


Para encontrar o bem e assimilar-lhe a luz, não basta admitir-lhe a existência. 


É indispensável buscá-lo com perseverança e fervor.


Ninguém pode duvidar da eletricidade, mas para que a lâmpada nos ilumine o aposento recorremos a fios condutores que lhe transportem a força, desde a aparelhagem da usina distante até o recesso de nossa casa.


A fotografia é hoje fenômeno corriqueiro; 


contudo, para que a imagem se fixe, na execução do retrato, é preciso que a emulsão gelatinosa sensibilize a placa que a recebe.


A voz humana, através da radiofonia, é transmitida de um continente a outro, com absoluta fidelidade; 


todavia, não prescinde do remoinho eletrônico que, devidamente disciplinado, lhe transporta as ondulações.


Não podemos, desse modo, plasmar realização alguma sem atitude positiva de confiança.


Entretanto, como exprimir a fé? — indaga-se muitas vezes.


A fé não encontra definição no vocabulário vulgar.


É força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na Sabedoria de Deus que é a sabedoria da própria vida. 


Palpita em todos os seres, vibra em todas as coisas. 


Mostra-se no cristal fraturado que se recompõe, humilde, e revela-se na árvore decepada que se refaz, gradativamente, entregando-se às leis de renovação que abarcam a Natureza.


Todas as operações da existência se desenvolvem, de algum modo, sob a energia da fé.


Confia o campo no vigor da primavera e cobre-se de flores.


Fia-se o rio na realidade da fonte, e dela não prescinde para a sua caudal larga e profunda.


A simples refeição é, para o homem, espontâneo ato de fé. 


Alimentando-se, confia ele nas vísceras abdominais que não vê.


Todo o êxito da experiência social resulta da fé que a comunidade empenhe no respeito às determinações de ordem legal que lhe regem a vida.


Utilizando-nos conscientemente de semelhante energia, é-nos possível suprimir longas curvas em nosso caminho de evolução.


Para isso, seja qual for a nossa interpretação religiosa da ideia de Deus, é imprescindível acentuar em nós a confiança no bem para refletir-lhe a grandeza.


Recordemos a lente e o Sol. 


O astro do dia distribui equitativamente os recursos de que dispõe. 


Convergindo-lhe porém, os raios com a lente comum, dele auferimos poder mais amplo.


O Bem Eterno é a mesma luz para todos, mas concentrando-lhe a força em nós, por intermédio de positiva segurança íntima, decerto com mais eficiência lhe retrataremos a glória.


Busquemo-lo, pois, infatigavelmente, sem nos determos no mal.


O tronco podado oferece frutos iguais àqueles que produzia antes do golpe que o mutilou.


A fonte alcança o rio, desfazendo no próprio seio a lama que lhe atiram.


Sustentemos o coração nas águas vivas do bem inexaurível.


Procuremos a boa parte das criaturas, das coisas e dos sucessos que nos

cruzem a lide cotidiana. 


Teremos, assim, o espelho de nossa mente voltado para o bem, incorporando-lhe os tesouros eternos, e a felicidade que nasce da fé, generosa e operante, libertar-nos-á dos grilhões de todo o mal, de vez que o bem, constante e puro, terá encontrado em nós seguro refletor


XAVIER , Francisco Cândido Xavier ditado pelo Espírito Emmanuel.  Pensamento e vida. Cap. 6, p. 10,11. Jesus cura a mulher hemorroíssa: "Filha a tua Fé te salvou" da mulher hemorroíssa.  Imagem Reproduzida da Internet.