sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Em Todos Os Caminhos - Emmanuel

 


Em Todos Os Caminhos

Emmanuel


Seja qual for a experiência, convence-te de que Deus está conosco em todos os caminhos.


Isso não significa omissão de responsabilidade ou exoneração da incumbência de que o Senhor nos revestiu. 


Não há consciência sem compromisso, como não existe dignidade sem lei.


O peixe mora gratuitamente na água, mas deve nadar por si mesmo. 


A árvore, embora não pague imposto pelo solo em que se vincula, é chamada a produzir conforme a espécie.


Ninguém recebe talentos da vida para escondê-los em poeira ou ferrugem.


Nasceste para realizar o melhor. 


Para isso, é possível te defrontes com embaraços naturais ao próprio burilamento, qual a criança que se esfalfa compreensivelmente nos

exercícios da escola. 


A criança atravessa as provas do aprendizado sob a cobertura da educação que transparece do professor. 


Desempenhamos as nossas funções com o apoio de Deus.


Se o conhecimento exato da Onipresença Divina ainda não te acode à mente necessidade de fé, pensa no infinito das bênçãos que te envolvem, sem que despendas mínimo esforço. 


Não contrataste engenheiros para a garantia do Sol que te sustenta e

nem assalariaste empregados para a escavação de minas de oxigênio na atmosfera, a fim de que se renove o ar que respiras.


Reflete, por um momento só, nas riquezas ilimitadas ao teu dispor, nos reservatórios da Natureza e compreenderás que ninguém vive só.


Confia, segue, trabalha e constrói para o bem. 


E guarda a certeza de que, para alcançar a felicidade, se fazes teu dever, Deus faz o resto.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Estude e viva. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. Arte: Day RV

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Estandarte Oferecido Pela Irmã Scheilla Ao Chico - Fabio Dionisi

 





Estandarte Oferecido Pela Irmã Scheilla Ao Chico

 

Fabio Dionisi

 

Ultimamente temos lembrado dos inúmeros fenômenos de materialização ocorridos no século passado, aqui no Brasil, muitos dos quais com a participação da veneranda Irmã Scheilla.

 *

Hoje decidimos compartilhar um que reputamos uma curiosidade e que envolve o venerando Francisco Cândido Xavier: um estandarte que lhe foi oferecido pela irmã.

 *

Mister registrar como chegamos a este conhecimento. Adquirimos um exemplar do livro Fragrâncias do Amor1, uma obra de mensagens do Espírito de Scheilla, ditado ao médium Emmanuel Alves Moreno. 


Quando iniciamos a leitura, no capítulo “Apresentação”, escrito pelo médium, apresentando seu trabalho, encontramos que, por ocasião das comemorações dos 40 anos de mediunidade de Chico: 


“Certa feita (…), ‘completamente materializada em reunião específica de ectoplasmia, em benefícios de enfermos, Scheilla apresentou aos presentes, (…) um belíssimo estandarte confeccionado por ela própria (…)’. 


De cor azulada, bordado em alto-relevo e composto de quarenta pequenas rosas, todas luminosas, tinha o formato de um coração, onde, na parte interior, podiam-se ler os caracteres semelhantes à tão conhecida assinatura de Chico. 


"Uma singela homenagem ao querido irmão Chico’, 


disse ela, em voz direta, com seu sotaque bem característico. 


Esse estandarte encontra-se exposto na Colônia Nosso Lar.”

 

Curiosos, decidimos buscar o texto original.

 

Descobrimos que pertenciam a um relato de Júlio Cézar Grandi Ribeiro, o “Julinho”, registrado por Divaldinho Mattos, em sua obra: De amigos para Chico Xavier. 2 (p. 213)

 

Tratou-se de uma entrevista dada pelo Julinho, ao Divaldinho. 


Esclarecendo ao leitor que o livro acima foi publicado, pela primeira vez, em 1997, quando Chico já contava com 87 anos de idade. 


O que nos leva a crer que esta entrevista tenha ocorrido na década de 90.

 

Caros leitores, peço a gentileza que guardem na memória que Chico completou 40 anos de mediunato no ano de 1967.

 

Antes de passarmos a ela, desejamos esclarecer que Júlio Cezar Grandi Ribeiro (1935-1999) foi um grande médium, inclusive de efeitos físicos e de cura, e amigo de Chico Xavier.

 

Divaldinho pergunta-lhe: 


“Estando na residência do médium, ou no Grupo Espírita da Prece, com quais palavras se refere ao médium nosso irmão Estevão, seu Benfeitor Amigo?” 2 (p. 213)

 

Pequena digressão, para esclarecer que o Espírito Estevão era o guardião das tarefas de Julinho no movimento espírita.

 

Prosseguindo…

 

Júlio Cézar responde de forma mais ampla, dizendo que os Espíritos, embora não tecessem elogios ao Chico Xavier, o tratavam com muito respeito e carinho.

 

Como exemplo, dá os dois belíssimos poemas compostos pelos Espíritos de Maria Dolores e Manoel Quintão, por ocasião dos cinquenta anos de mediunato do Chico (1977); 


dizendo que foram passados por eles, por ocasião das homenagens ao médium, no Estado de Espírito Santo. 2 (p. 213)

 

Para esclarecimento: 


Chico completou 50 anos de mediunato no ano de 1977.

 

E prossegue Júlio Cézar na resposta, citando Scheilla, por ocasião das homenagens prestadas ao médium quando completou quarenta anos de labor mediúnico (1967).

 

Numa reunião de ectoplasmia de cura, a irmã, totalmente materializada, apresentou um presente para Chico, em comemoração aos seus quarenta anos de mediunato.

 

“Um belíssimo estandarte confeccionado por ela própria e que se encontra guardado, ou melhor, exposto em Nosso Lar. 


É uma homenagem singela ao querido irmão 


‘Chico’ Xavier, explicou ela com sotaque alemão bem carregado no ‘r’.

 

Lindo o estandarte, numa espécie de tecido azul claro. 


Quarenta rosinhas bordadas em alto relevo, distribuídas em forma de coração, flores luminosas sobre o campo iluminado, no interior do qual se conseguia ler ‘Chico Xavier’, em caracteres semelhantes a assinatura tão facilmente identificável do prezado médium.” 2 (p. 213-214)

 

Ocorreu-nos, neste ponto, que falamos tantas vezes em voz direta que nos esquecemos de explicar do que se trata, principalmente aos neófitos da consoladora Doutrina Espírita.

 

Segundo o egrégio Hermínio C. Miranda, em sua obra Diversidade dos carismas 3 (vol. 2; p- 25-26), “a voz somente é direta no sentido de que o espírito manifestante não se utiliza do aparelho fonador do médium, indo direto à trombeta que lhe serve de amplificador, mas é igualmente certo que, não estando presente a pessoa dotada das faculdades adequadas, o fenômeno não ocorre.”

 

Lembrando, ao caro leitor, de que a trombeta é formada, pelo Espírito, a partir do ectoplasma presente, ou doado por um médium presente; como ocorre com todos os demais fenômenos de efeito físico.

 

Para os saudosos desta época áurea dos efeitos de materialização, mormente com o envolvimento da veneranda Irmã Scheilla, sugerimos a leitura dos capítulos pertinentes ao tema que se encontram em obra de nossa lavra: Irmã Scheilla, Missionária do Amor. 4

 

Fiquem em paz.

 

1 MORENO, Emmanuel Alves. Fragrâncias do amor. Mensagens do Espírito Scheilla. Pelo Espírito Scheilla. 1. ed. Rio de Janeiro, RJ: Lar de Tereza, 2012.

 

2 MATTOS, Divaldinho. De amigos para Chico Xavier. 1. ed. Votuporanga, SP: Didier, 1997

 

3 MIRANDA, Hermínio C. Diversidade dos carismas. Teoria e prática da mediunidade.  Niterói, TJ: Arte e Cultura, 1991.

 

4 DIONISI, Fabio. Irmã Scheilla. Missionária do Amor. 3. ed. Ribeirão Pires, SP: Editora Dionisi, 2022.

 

O autor é editor, articulista, escritor, palestrante, jornalista; responsável pelo CE Recanto de Luz – Pronto Socorro Espiritual Irmã Scheilla, em Ribeirão Pires (SP). www.irmascheilla.org.br

 

FONTE:

FOLHA ESPIRITA CAIRBRASHUTEL. Disponível em :</https://editoradionisi.com.br/folhaespiritacairbarschutel/2024/03/09/estandarte-oferecido-pela-irma-scheilla-ao-chico/> Acess: 25 Nov. 2025.

  





Que o perfume das rosas e as vibrações de cura da  Irmã 
Scheilla, chegue a cada um dos necessitados de cura espiritual e física, que se façam merecedores .


terça-feira, 25 de novembro de 2025

O Prazer de Servir - Gabriela Mistral*




O Prazer de Servir 


Gabriela Mistral*



Toda a natureza é um anseio  de serviço.


Serve a nuvem, serve o vento, serve a chuva.


Onde haja uma árvore para plantar, planta-a tu; onde haja um erro para corrigir, corrige-o tu; 


Onde haja um trabalho e todos se esquivem, aceita-o tu.


Sê o que remove a pedra do caminho, o ódio entre os corações e as dificuldades do problema.


Há alegria de ser puro e a de ser justo; 


mas há, sobretudo, a maravilhosa, a imensa alegria de servir.


Que triste seria o mundo se tudo se encontrasse feito, se não existisse uma roseira para plantar, uma obra para se iniciar!


Não te chamem unicamente os trabalhos fáceis. 


É muito mais belo fazer aquilo que os outros recusam.


Mas não caias no erro de que somente há méritos nos grandes trabalhos; 


há pequenos serviços que são bons serviços; 


adornar uma mesa, arrumar teus livros, pentear uma criança.


Aquele é o que critica; 



este é o que destrói: se tu o que serve.


O serviço não é faina de seres inferiores. 


Deus, que dá os frutos e a luz, serve. 


“Seu nome é: Aquele que serve”. 


Ele tem os olhos fixos em nossas mãos e nos pergunta cada dia: 


“Serviste hoje? 


A quem? 


À árvore?
 

A teu irmão? 


À tua mãe?”



*Gabriela Mistral , foi o codinome da escritora chilena  Lucila Godoy Alcayaga, nascida em  7 de abril de 1889. 

Adotou o nome de Gabriela em homenagem ao poeta italiano Gabriele D’Annunzio e Mistral como forma de expressar sua admiração pelo poeta provençal Frederic Mistral.

Em 1907, seu noivo suicidou-se, fato que marca toda a sua vida e obra. Nunca se casou, dedicando sua  vida ao trabalho  como educadora e escritora.


Gabriela foi cônsul no Brasil no anos 40 e viveu em Petrópolis/RJ, período marcado pela dor da perda de seu sobrinho, a quem chamava de filho. 


Foi a primeira escritora latino-americana a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1945.Morreu em 1957 em Nova York.