quinta-feira, 19 de março de 2026

Decisão - André Luiz

 


Decisão

André Luiz

E - Cap. XXIV - Item 15


Somos tangidos por fatos e problemas a exigirem a manifestação de nossa vontade em todas as circunstâncias.


Muito embora disponhamos de recursos infinitos de escolha para assumir gesto determinado ou desenvolver certa ação, invariavelmente, estamos constrangidos a optar por um só caminho, de cada vez, para expressar os desígnios pessoais na construção do destino.


Conquanto possamos caminhar mil léguas, somente progredimos em substância avançando passo a passo.


Daí, a importância da existência terrena, temporária e limitada em muitos ângulos porém rica e promissora quanto aos ensejos que nos faculta para automatizar o bem, no campo de nós mesmos, mediante a possibilidade de sermos bons para os outros.


Decisão é necessidade permanente.


Nossa vontade não pode ser multipartida.


Ideia, verbo e atitude exprimem resoluções de nossas lamas, a frutificarem bênçãos de alegria ou lições de reajuste no próprio íntimo.


Vacilação é sintoma de fraqueza moral, tanto quanto desânimo é sinal de doença.


Certeza no bem denuncia felicidade real e confiança de hoje indica serenidade futura.


Progresso é fruto de escolha.


Não há nobre desincumbência com flexibilidade de intenção.


Afora tu mesmo, ninguém te decide o destino.


Se a eventualidade da sementeira é infinita, a fatalidade da colheita é inalienável.


Guardas contigo tesouros de experiências acumulados em milênios de luta que podem crescer, aqui e agora, a critério do eu alvitre.


Recorda que o berço de teu espírito fulge longe da existência terrestre.


O objetivo da perfeição é inevitável bênção de Deus e a perenidade da vida constitui o prazo de nosso burilamento, entretanto, o minuto que vives é o veículo da oportunidade para a seleção de valores, obedecendo a horário certo e revelando condições próprias, no ilimitado caminho da evolução.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 27 p. 45 .Imagem Reproduzida da Internet.



quarta-feira, 18 de março de 2026

Diretriz Evangélica - Emmanuel



Diretriz Evangélica

Emmanuel

E - Cap. XVIII _ Item 12


Não vos adapteis às conveniências e convenções do mundo, mas transformai-vos pela renovação do entendimento, de modo a conhecerdes os desígnios de Deus, para que a vossa tarefa se faça agradável e útil.


Aprendei com temperança o que vos convém saber, conforme o grau de vossa fé, porquanto assim como temos em um só corpo vários membros e nem todos eles guardam a mesma função, também nós que somos muitos formamos um só corpo em Cristo, embora sejamos individualmente membros uns dos outros.


Desse modo, existindo diversos dons, segundo as concessões que nos são dadas, se nos cabe a profecia seja ela praticada, na medida de nossos recursos; 


se convocados à administração, ocupemo-nos em administrar; se localizados no ensino, devotemo-nos à

instrução; os que exortem, usem as possibilidades em exortar; 


os que foram trazidos a repartir, procedam com liberalidade; 


quem preside, seja prudente; 


corações chamados aos exercício da misericórdia, empreguem a misericórdia com alegria.


Entre nós, seja o amor não simulado.


Esqueçamos o mal, buscando o bem.


Amai-vos cordialmente uns aos outros com afeto fraternal.


Não sejais vagarosos na vigilância, afervorai-vos no trabalho, servindo ao Senhor.


Regozijai-vos na esperança, sede pacientes nas dificuldades, perseverai na oração.


Amparai os bons, na solução de suas necessidades, sede hospitaleiros.


Abençoai os que vos perseguem, mantendo-vos solidários e unidos entre vós.


Não ambicionei situações, para as quais ainda não conseguimos a altura necessária, acomodando-nos à humildade, para que não estejamos alardeando sabedoria que ainda não temos.


A ninguém, torneis mal por mal.


Sejamos honestos com as cousas que nos dizem respeito e, se for possível e quanto for possível em nós, tenhamos paz com todos.


Estas observações, de forma e sentido positivamente espíritas e que parecem grafadas hoje para as lides naturais da pregação e da mediunidade, da propaganda e da ação; 


dos ideais e das obras de nossas instituições não são nossas e sim do apóstolo Paulo de Tarso, constantes dos versículos dois a dezoito do capítulo décimo-segundo de sua Epístola aos Romanos.


Destacando esta breve página de orientação evangélica, escrita há dezenove séculos, relacionemos as nossas responsabilidades, dentro do Espiritismo, que restaura o Cristianismo, em suas bases puras, e procuremos pensar.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 26 p. 43,44 .Imagem Reproduzida da Internet : Projeto Conhecer, Sentir, Viver Kardec.

 

terça-feira, 17 de março de 2026

Práticas Estranhas - André Luiz

 


 

Práticas Estranhas

André Luiz

M - Cap. XXXI - Item XXI


Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo.


No entanto, examinemos, sem parcialidade, a expressão contraditória de semelhante atitude, analisando-a, na lógica da vida.


Criaturas de todas as plagas dos Universos são filhas do Criador e chegarão, um dia, à perfeição integral. 


Mas, no passo evolutivo em que nos achamos, não nos é lícito estar com todas, conquanto respeitemos a todas, de vez que inúmeras se encontram em experiências diametralmente opostas aos objetivos que nos propomos alcançar.


Não existem caminhos que não sejam viáveis e todos podem conduzir a determinado ponto do mundo. 


Contudo, somente os viajores irresponsáveis escolherão perlustrar atalhos perigosos e desfiladeiros obscuros, espinheiros e charcos, no Dédalo de aventuras marginais, ao longo da estrada justa.


Indiscriminadamente, os produtos expostos num mercado são úteis. 


Mas sob a desculpa do acatamento que se deve a todos, não nos cabe e sem qualquer consideração para com a própria saúde.


Águas de qualquer procedência liquidam a sede. 


No entanto, com a desculpa de que todas são valiosas, não é aconselhável se beba qualquer uma, sem qualquer preocupação de limpeza, a menos que a pessoa esteja nas vascas da sofreguidão, ameaçada de morte pelo deserto.


Sabemos que a legislação humana obtida à custa de sofrimento estabelece a segregação dos irmãos delinquentes para o trabalho reeducativo; 


sustenta a policia rodoviária para garantir a ordem da passagem correta; 


mantém fiscalização adequada para o devido asseio nos recursos destinados à alimentação pública e cria agentes de filtragem para que as fontes não se façam veículos de endemias e outras calamidades que arrasariam populações indefesas.


Reflitamos nisso e compreenderemos que assegurar a simplicidade dos princípios espíritas, nas casas doutrinárias, para que as sua atividades atinjam a meta da libertação espiritual da Humanidade não é fanatismo e nem rigorismo de espécie alguma, porquanto, agir de outro modo seria o mesmo que devolver um mapa luminoso ao labirinto das sombras, após séculos de esforço e sacrifício para obtê-lo, como se também, a pretexto de fraternidade, fôssemos obrigados a desertar do lar para residir nas penitenciárias; 


a deixar o caminho certo para seguir pelo cipoal; 


a largar o prato saudável para ingerir a refeição deteriorada e desprezar a água potável por líquidos de salubridade suspeita.


Em Doutrina Espírita, pois, seja compreensível afirmar que é certo respeitar tudo e beneficiar sem complicar a cada um de nossos irmãos, onde quer que se encontrem, mas não podemos aceitar tudo e nem abraçar tudo, a fim de podermos estar certos.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 25 p. 41,42 .Imagem Reproduzida da Internet.