sábado, 21 de março de 2026

Fenômenos e Nós - André Luiz

 


 Fenômenos E Nós

André Luiz

M - Questão 60

 

O homem quer ver para crer.


Aspira à construção da fé. 


E para isso exige fenômenos.


Entretanto, é um espírito imortal a exprimir-se através de uma  caixa de fenômenos e não percebe.


O cérebro é a maravilha que o abriga.


Na cúpula craniana tem a cabine da vontade, controlando bilhões de células a lhe cumprirem as ordens.


Como se ajustam lobos, sulcos, e giros, como funcionam meninges, veias e líquidos para que governe as próprias sensações não cogita para viver.


De que modo se comportam os neurônios para que possa pensar é problema de que não se preocupa, quando reflete.


Domina a linguagem sem pensar o esforço que lhe reclama das áreas corticais que lhe presidem a fala.


Enxerga dando trabalho aos nervos ópticos sem cogitar disso.


Ouve, por intermédio de complicados engenhos, mas não pondera quanto ao que essa preciosidade lhe custa.


Mobiliza tubos, artérias, alambiques, aparelhos, canais e depósitos variados para beber e comer, assimilar os recursos da vida e desvencilhar-se das gangas residuais da alimentação, todavia, às vezes atravessa uma existência secular sem a menor consideração por semelhantes prodígios.


Comumente reclama provas da sobrevivência da lama depois da morte, mas, até hoje, embora conjeture, não sabe exatamente como é que veio à vida.


Ninguém nega que fenômenos servem para acordar a mente, contudo, é imperioso reconhecer que as criaturas humanas, na experiência diária, comunicam-se umas com as outras, através de montanhas deles sem a mínima comoção.


Eis os motivos pelos quais os espíritos superiores, conscientes da responsabilidade que abraçam colocarão sempre os fenômenos em última plana no esquema das manifestações com que nos visitam.


Assim procedem porque a curiosidade inerte ou deslumbrada não substitui o serviço e o serviço é a única via que nos faculta crescimento e elevação, compelindo-nos a estudar para progredir e a evoluir para sublimar.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 31 p. 49,51 . Chico Xavier acompanha a materialização de um espírito, através da exteriorização de ectoplasma liberado pelo médium de efeitos físicos: Imagem Reproduzida da Internet.

 

sexta-feira, 20 de março de 2026

Vinte Modos - André Luiz

 




Vinte Modos

André Luiz

E - Cap. VI - Item 8


Modos com que nós, espíritas, perturbamos a marcha do Espiritismo:


Esquecer a reforma íntima.


Desprezar os deveres profissionais.


Ausentar-se das obras de caridade.


Negar-se ao estudo.


Faltar aos compromissos sem justo motivo.


Rogar privilégios.


Escapar deliberadamente dos sofredores para não prestar-lhes pequeninos serviços.


Colocar os princípios espíritas à disposição de fachadas sociais.


Especular com a Doutrina em matéria política.


Sacrificar a família aos trabalhos da fé.


Açambarcar muitas obrigações, recusando distribuir a tarefa com os demais companheiros ou não abraçar incumbência alguma, isolando-se na preguiça.


Afligir-se pela conquista de aplausos.


Julgar-se indispensável.


Fugir ao exame imparcial e sereno das questões que concernem à clareza do Espiritismo, acima dos interesses e das pessoas.


Abdicar do raciocínio, deixando-se manobrar por movimentos ou criaturas que tenham sutilmente ensombrar a área do esclarecimento espírita com preconceitos e ilusões.


Ferir os outros com palavras agressivas ou deixar de auxiliá-los com palavras equilibradas no momento preciso.


Guardar melindres.


Olvidar o encargo natural de cooperar respeitosamente com os dirigentes das instituições doutrinárias.


Lisonjear médiuns e tarefeiros da causa espírita.

 

Largar aos outros responsabilidade que nos competem.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 29 p. 48. Benfeitor Espiritual André Luiz .Imagem Reproduzida da Internet.

 



quinta-feira, 19 de março de 2026

Decisão - André Luiz

 


Decisão

André Luiz

E - Cap. XXIV - Item 15


Somos tangidos por fatos e problemas a exigirem a manifestação de nossa vontade em todas as circunstâncias.


Muito embora disponhamos de recursos infinitos de escolha para assumir gesto determinado ou desenvolver certa ação, invariavelmente, estamos constrangidos a optar por um só caminho, de cada vez, para expressar os desígnios pessoais na construção do destino.


Conquanto possamos caminhar mil léguas, somente progredimos em substância avançando passo a passo.


Daí, a importância da existência terrena, temporária e limitada em muitos ângulos porém rica e promissora quanto aos ensejos que nos faculta para automatizar o bem, no campo de nós mesmos, mediante a possibilidade de sermos bons para os outros.


Decisão é necessidade permanente.


Nossa vontade não pode ser multipartida.


Ideia, verbo e atitude exprimem resoluções de nossas lamas, a frutificarem bênçãos de alegria ou lições de reajuste no próprio íntimo.


Vacilação é sintoma de fraqueza moral, tanto quanto desânimo é sinal de doença.


Certeza no bem denuncia felicidade real e confiança de hoje indica serenidade futura.


Progresso é fruto de escolha.


Não há nobre desincumbência com flexibilidade de intenção.


Afora tu mesmo, ninguém te decide o destino.


Se a eventualidade da sementeira é infinita, a fatalidade da colheita é inalienável.


Guardas contigo tesouros de experiências acumulados em milênios de luta que podem crescer, aqui e agora, a critério do eu alvitre.


Recorda que o berço de teu espírito fulge longe da existência terrestre.


O objetivo da perfeição é inevitável bênção de Deus e a perenidade da vida constitui o prazo de nosso burilamento, entretanto, o minuto que vives é o veículo da oportunidade para a seleção de valores, obedecendo a horário certo e revelando condições próprias, no ilimitado caminho da evolução.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 27 p. 45 .Imagem Reproduzida da Internet.