domingo, 18 de janeiro de 2026

Trabalho - Emmanuel





Trabalho

Emmanuel


Se nos propomos retratar mentalmente a luz dos Planos Superiores, é indispensável que a nossa vontade abrace espontaneamente o trabalho por alimento de cada dia.


No pretérito, apreciávamo-lo por atitude servil de quantos caíssem sob o ferrete da injúria.

 

A escola, as artes, as virtudes domésticas, a indústria e o amanho do solo eram relegados a mãos escravas, reservando-se os braços supostos livres para a inércia dourada.

 

Hoje, porém, sabemos que a lei do trabalho é roteiro da justa emancipação. 


Sem ela, o mundo mental dorme estanque. 


Fugir-lhe aos impositivos é situar-se à margem do caminho, onde o carro da evolução marcha, inflexível, deixando à retaguarda quantos se amolgam à ilusão da preguiça.

 

O usurário não padece apenas a infelicidade de sequestrar os bens devidos ao Bem de Todos, mas igualmente o infortúnio de erguer para si a cova adornada em que se lhe estiolarão as mais nobres faculdades do espírito.

 

Não vale, contudo, agir por agir.

 

As regiões infernais vibram repletas de movimento.

 

Além do trabalho-obrigação que nos remunera de pronto, é necessário nos atenhamos ao prazer de servir.

 

Nas contingências naturais do desenvolvimento terrestre, o espírito encarnado é compelido a esforço incessante, para o sustento do corpo físico.

 

Recolhe, de graça, a água pura, os princípios solares e os recursos nutrientes da atmosfera; entretanto, é preciso suar e sofrer em busca da proteína e do carboidrato que lhe assegurem a euforia orgânica.

 

Cativo, embora, às injunções do plano de obscura matéria em que transitoriamente respira, pode, porém, desde a Terra, fruir a ventura do serviço voluntário aos semelhantes todo aquele que descerre o espelho da própria alma aos reflexos da Esfera Divina.

 

O trabalho-ação transforma o ambiente.

 

O trabalho-serviço, transforma o homem.

 

As tarefas remuneradas conquistam o agradecimento de quem lhes recebe o concurso, mas permanecem adstritas ao mundo, nas linhas da troca vulgar.

 

A prestação de concurso espontâneo, sem qualquer base de recompensa, desdobra a influência da Bondade Celestial que a todos nos ampara sem pagamento

 

A maneira que se nos alonga a ascensão, entendemos com mais clareza a necessidade de trabalhar por amor de servir.

 

Quando começamos a ajudar o próximo, sem aguilhões, matriculamo-nos no acrisolamento da própria alma, entrando em sintonia com a Vida Abundante.

 

Nos círculos mais elevados do espírito, o trabalho não é imposto. 


criatura consciente da verdade compreende que a ação no bem é ajustamento às Leis de Deus e a ela se rende por livre vontade.

 

Por isso, nos domínios superiores, quem serve avança para os cimos da imortalidade radiosa, reproduzindo dentro de si mesmo as maravilhas do Céu que nos rodeia a espelhar-se por toda parte.

 

XAVIER , Francisco Cândido Xavier ditado pelo Espírito Emmanuel.  Pensamento e vida.Cap.7, p. 12,13.  Imagem Reproduzida da Internet.

 

sábado, 17 de janeiro de 2026

Fé - Emmanuel

 


Emmanuel


Para encontrar o bem e assimilar-lhe a luz, não basta admitir-lhe a existência. 


É indispensável buscá-lo com perseverança e fervor.


Ninguém pode duvidar da eletricidade, mas para que a lâmpada nos ilumine o aposento recorremos a fios condutores que lhe transportem a força, desde a aparelhagem da usina distante até o recesso de nossa casa.


A fotografia é hoje fenômeno corriqueiro; 


contudo, para que a imagem se fixe, na execução do retrato, é preciso que a emulsão gelatinosa sensibilize a placa que a recebe.


A voz humana, através da radiofonia, é transmitida de um continente a outro, com absoluta fidelidade; 


todavia, não prescinde do remoinho eletrônico que, devidamente disciplinado, lhe transporta as ondulações.


Não podemos, desse modo, plasmar realização alguma sem atitude positiva de confiança.


Entretanto, como exprimir a fé? — indaga-se muitas vezes.


A fé não encontra definição no vocabulário vulgar.


É força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na Sabedoria de Deus que é a sabedoria da própria vida. 


Palpita em todos os seres, vibra em todas as coisas. 


Mostra-se no cristal fraturado que se recompõe, humilde, e revela-se na árvore decepada que se refaz, gradativamente, entregando-se às leis de renovação que abarcam a Natureza.


Todas as operações da existência se desenvolvem, de algum modo, sob a energia da fé.


Confia o campo no vigor da primavera e cobre-se de flores.


Fia-se o rio na realidade da fonte, e dela não prescinde para a sua caudal larga e profunda.


A simples refeição é, para o homem, espontâneo ato de fé. 


Alimentando-se, confia ele nas vísceras abdominais que não vê.


Todo o êxito da experiência social resulta da fé que a comunidade empenhe no respeito às determinações de ordem legal que lhe regem a vida.


Utilizando-nos conscientemente de semelhante energia, é-nos possível suprimir longas curvas em nosso caminho de evolução.


Para isso, seja qual for a nossa interpretação religiosa da ideia de Deus, é imprescindível acentuar em nós a confiança no bem para refletir-lhe a grandeza.


Recordemos a lente e o Sol. 


O astro do dia distribui equitativamente os recursos de que dispõe. 


Convergindo-lhe porém, os raios com a lente comum, dele auferimos poder mais amplo.


O Bem Eterno é a mesma luz para todos, mas concentrando-lhe a força em nós, por intermédio de positiva segurança íntima, decerto com mais eficiência lhe retrataremos a glória.


Busquemo-lo, pois, infatigavelmente, sem nos determos no mal.


O tronco podado oferece frutos iguais àqueles que produzia antes do golpe que o mutilou.


A fonte alcança o rio, desfazendo no próprio seio a lama que lhe atiram.


Sustentemos o coração nas águas vivas do bem inexaurível.


Procuremos a boa parte das criaturas, das coisas e dos sucessos que nos

cruzem a lide cotidiana. 


Teremos, assim, o espelho de nossa mente voltado para o bem, incorporando-lhe os tesouros eternos, e a felicidade que nasce da fé, generosa e operante, libertar-nos-á dos grilhões de todo o mal, de vez que o bem, constante e puro, terá encontrado em nós seguro refletor


XAVIER , Francisco Cândido Xavier ditado pelo Espírito Emmanuel.  Pensamento e vida. Cap. 6, p. 10,11. Jesus cura a mulher hemorroíssa: "Filha a tua Fé te salvou" da mulher hemorroíssa.  Imagem Reproduzida da Internet.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Educação - Emmanuel



Educação

Emmanuel

 

Disse-nos o Cristo: “brilhe vossa luz ...“ (1)


E ele mesmo, o Mestre Divino, é a nossa divina luz na evolução planetária.


Admitia-se antigamente que a recomendação do Senhor fosse mero aviso de essência mística, conclamando profitentes do Culto externo da escola religiosa a suposto relevo individual, depois da morte, na imaginária corte celeste.


Hoje, no entanto, reconhecemos que a lição de Jesus deve ser aplicada em todas as condições, todos os dias.


A própria ciência terrena atual reconhece a presença da luz em toda parte.


O corpo humano, devidamente estudado, revelou-se, não mais como matéria coesa, senão espécie de veículo energético, estruturado em partículas infinitesimais que se atraem e se repelem, reciprocamente, com o efeito de microscópicas explosões de luz.


A Química, a Física e a Astronomia demonstram que o homem terrestre mora num reino entrecortado de raios.


Na intimidade desse glorioso império da energia, temos os raios mentais condicionando os elementos em que a vida se expressa.


O pensamento é força criativa, a exteriorizar-se, da criatura que o gera, por intermédio de ondas sutis, em circuitos de ação e reação no tempo, sendo tão mensurável como o fotonio que, arrojado pelo fulcro luminescente que o produz, percorre o espaço com Velocidade determinada, sustentando o hausto fulgurante da Criação.


A mente humana é um espelho de luz, emitindo raios e assimilando- os, repetimos.


Esse espelho, entretanto, jaz mais ou menos prisioneiro nas sombras espessas da ignorância, à maneira de pedra valiosa incrustada no cascalho da furna ou nas anfractuosidades do precipício. 


Para que retrate a irradiação celeste e lance de si mesmo o próprio brilho, é indispensável se desentrance das trevas, à custa do esmeril do trabalho.


Reparamos, assim, a necessidade imprescritível da educação para todos os seres.


Lembremo-nos de que o Eterno Benfeitor, em sua lição verbal, fixou na forma imperativa a advertência a que nos referimos:


“Brilhe vossa luz.”


Isso quer dizer que o potencial de luz do nosso espírito deve fulgir em sua grandeza plena.


E semelhante feito somente poderá ser atingido pela educação que nos propicie o justo burilamento.


Mas a educação, com o cultivo da inteligência e com o aperfeiçoamento do campo íntimo, em exaltação de conhecimento e bondade, saber e virtude, não será conseguida tão-só à força de instrução, que se imponha de fora para dentro, mas sim com a consciente adesão da vontade que, em se consagrando ao bem por si própria, sem constrangimento de qualquer natureza, pode libertar e polir o coração, nele plasmando a face cristalina da alma, capaz de refletir a Vida Gloriosa e transformar, consequentemente, o cérebro em preciosa usina de energia superior, projetando reflexos de beleza e sublimação.

(1) Mateus, 5:16 — Nota do autor espiritual.

 

XAVIER , Francisco Cândido Xavier ditado pelo Espírito Emmanuel.  Pensamento e vida. Cap. 5, p. 8,9.  Imagem Reproduzida da Internet. Arte : hannahbrites.