domingo, 15 de março de 2026

Na Conduta De Cristo - André Luiz



 Na Conduta De Cristo

André Luiz

L - Questão 625


Basta deseje e qualquer um pode comprovar nos versículos evangélicos, que nos três anos de vida messiânica, Jesus:


Em tempo algum duvidou do Pai;


Nenhuma vez operou em proveito próprio;


Não recusou a cooperação dos trabalhadores menos respeitáveis que as circunstâncias lhe ofereciam;


Jamais deixou de atender às solicitações produtivas e nem chegou a relacionar as requisições irrefletidas que lhe deram endereçadas;


Não discriminou pessoas ou recintos para prestação de auxílio;


Nada fez de inútil;


Nada fugiu de regular o ensinamento da verdade conforme a capacidade de assimilação dos ouvintes;


Nunca foi apressado;


Nada fez em troca de recompensa alguma, nem mesmo na expectativa de considerações quaisquer.


***

Realmente, se Jesus não fez isso, por que faremos?


***

Aplicada a conduta de Cristo à mediunidade, compreenderemos facilmente que se possuímos a fé raciocinada é impossível vacilar em matéria de confiança no auxilio espiritual; 


que tarefeiro a deslocar-se para ações de benefício próprio figura-se lâmpada que enunciasse o despropósito de acreditar-se brilhante sem o suprimento da usina; 


que devemos atender às petições de concurso fraterno que nos sejam encaminhadas dentro dos nossos recursos, sem a presunção de tudo saber e fazer, quando o próprio sol não pode substituir o trabalho de uma vela, chamada a servir no recesso da furna; 


que o aprendiz da sabedoria interessado em carregar inutilidades e posses estéreis lembra um pássaro que ambicionasse planar nos céus, repletando a barriga com grãos de ouro.


Na mediunidade com Cristo, principalmente, faz-se preciso reconhecer que a pressa não ajuda a ninguém, que ele, o Mestre, nada exigiu e nada fez a toque de força, e nem transformou situações ou criaturas, através de empresas milagrosas, porque todo trabalhador sem paciência assemelha-se ao cultivador dementado que arrancasse, diariamente, do seio da terra, a semente viva, nela depositada, para verificar se já germinou.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 21 p. 36.Imagem Reproduzida da Internet. Arte: vinsantonius. 

 

sábado, 14 de março de 2026

Mediunidade A Desenvolver - Emmanuel

 


Mediunidade A Desenvolver

Emmanuel

M - Questão 200


Mediunidade a desenvolver: tema constante nas atividades espíritas.


Para explicar, no entanto, o que vem a ser isso, enfileiremos o mínimo de palavras, recorrendo aos esclarecimentos vivos do trabalho e do estudo.


Alguém chega à oficina, pedindo emprego.


Precisa garantir a subsistência.


Obtém lugar e acolhida.


Mas se espera, durante dias e dias, que os diretores da organização lhe arrebate a cabeça e as mãos, movimentando-as à força, para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja no transporte de fardo humilde ou no manejo da escova para auxiliar na limpeza, acabará sempre sob as vistas dos orientadores da obra que encontrarão motivos para agradecer-lhe a presença e conferir-lhe substituto.


Isso porque ninguém entesoura competência, através de expectativa.


***

Alguém chega à escola, pedindo instrução.


Precisa desvencilhar-se da ignorância.


Obtém admissão e valimento.


Mas se espera, durante meses e meses, que os professores lhe arrebatem a cabeça e as mãos, movimentando-as à força para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja na pontualidade às lições ou na consulta espontânea a esse ou aquele volume, a fim de se esclarecer, em matéria determinada, acabará sempre sob as vistas dos examinadores de ensino, que lhe situarão as necessidades na estaca da repetência.


Isso porque ninguém entesoura cultura por osmose.


***

Desenvolvimento mediúnico é igualmente assim.


Partindo da sinceridade do médium, todo aperfeiçoamento das forças espirituais deve apoiar-se no estudo que ilumina o campo da vida e no trabalho que se converte em lavoura do bem.


Raciocínio e sentimento em ação. 


Caridade e conhecimento.


Fora disso, estaremos reafirmando, invariavelmente, que possuímos mediunidade a desenvolver, e falamos certo, ao indicar semelhante realização para o futuro indeterminado, porque eficiência mediúnica é comparável à competência e à cultura que ninguém alcançará sem adquirir.


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 20 p. 34.Imagem Reproduzida da Internet.

 

sexta-feira, 13 de março de 2026

Espírito Do Espiritismo - André Luiz

 


Espírito Do Espiritismo

André Luiz


E - Cap. XV - Item 3

Consciência individual - eis o oráculo do bom senso ante a justiça inseduzível de Deus.


Não nos satisfaça atender simplesmente aos nossos deveres, porém, que abracemos espontaneamente a obrigação de cumpri-los com êxito.


Não descreias de tua força interior.


Não te sintas incapaz, porque tanto estás habilitado a fazer o mal quanto o bem, lembrando que a chama da vela tanto pode estar aquecendo e iluminando, quanto incendiando e destruindo...


Sobre a ênfase das palavras cativantes, avança além dos lugares-comuns em torno da beneficência, praticando-a com a precisa fidelidade a ti mesmo.


As Leis do Criador, imutáveis desde o passado sem início até o futuro sem fim, prescrevem o clima do auxílio mútuo por ambiente ideal das almas em qualquer páramo do Universo.


Quem beneficia recebe o maior quinhão do benefício.


Todo supérfluo é retido nos laços do egoísmo ou da ignorância.


Reconheçamos que muita gente renasce de novo para passar a limpo a garatuja dos próprios atos.


Depende de cada um fazer das nuvens de provações, chuvas benfeitoras da vida ou raios destruidores de morte.


Não basta rogar sem méritos do trabalho pessoal, porquanto ninguém transforma as mãos implorantes em gazuas para abrir as portas dos celeiros espirituais.


As lágrimas tanto conseguem exprimir orações quanto blasfêmias.


O silêncio na tarefa mais apagada surge sempre muito mais expressivo que o queixume na inutilidade brilhante.


O raciocínio descobre a vizinhança entre a fé e o entendimento e a distância entre a fé e o fanatismo.


Os homens não são fantoches do destino e sim construtores dele.


Arma-te de confiança e sai de ti mesmo, servindo às vidas em derredor.


O amor é o coração do Evangelho e o espírito do Espiritismo chama-se caridade.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 19 p. 33.Imagem Reproduzida da Internet.