domingo, 1 de março de 2026

Ao Médium Doutrinador - André Luiz

 


 Ao Médium Doutrinador

André Luiz

M - Questão 182


Meu Amigo.


Considera na mediunidade uma poderosa alavanca de expansão do Espiritismo, reconhecendo, porém que a Doutrina Espírita e o serviço mediúnico são essencialmente distintos entre si.


Todos os encarnados são médiuns e antigos devedores uns dos outros.


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Nunca destaques um gênero de mediunidade como sendo mais valioso que outro, sabendo, no entanto, que o exercício mediúnico exige especialização para produzir mais e melhores frutos e benefício de todos.


A mediunidade existe sempre como fonte de bênçãos, desde que exercida com devotamento e humildade.


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No burilamento de faculdades mediúnicas, situa a feição fenomênica no justo lugar para não te distraíres com superfluidades inconsequentes.


O aspecto menos importante da mediunidade reside no próprio fenômeno.


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Relaciona-te pois, com o fenômeno quando ele venha a surgir espontaneamente em tarefas ou reuniões que objetivem finalidades mais elevadas, que não o fenômeno em si, usando equilíbrio e critério na aceitação dos fatos.


A provocação de surpresas em matéria de mediunidade não raro gera a perturbação.


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Jamais perca a esperança ou a paciência no trato natural com os nossos irmãos enfermos, especialmente quando médiuns sob influenciação inferior, para que se positive a assistência espiritual desejável.


Quem aguarda em serviço o socorro da Divina Providência, vive na diretriz de quem procura acertar.


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Mobiliza compreensão, tato e paciência para equacionar os problemas que estejam subjugando os enfermos desencarnados, elucidando-os com manifesta indulgência quanto à Realidade Maior no que tange ao fenômeno da morte, ao intercâmbio mediúnico, ao corpo espiritual e a outras questões afins.


A palavra indisciplinada traumatiza quem ouve.


Analisa com prudência as comunicações dos espíritos sofredores, segundo a inspiração do amor e a segurança da lógica, aquilatando lhes o valor pelas lições que propiciem inequivocamente a nós mesmos.


O bom senso é companheiro seguro da caridade.


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Compenetra-te dos teus deveres sagrados, sabendo que o medianeiro honesto para consigo mesmo, chega à desencarnação com a mediunidade gloriosa, enquanto que o medianeiro negligente atinge o rio da morte com a tortura de quem desertou da própria responsabilidade.


A mediunidade não se afasta de ninguém, é a criatura que se distancia do mandato mediúnico que o Plano Superior lhe confere.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 15 p. 27,28.Imagem Reproduzida da Internet.

 

 

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Espíritas No Evangelho - Emmanuel

 

 


 Espíritas No Evangelho

Emmanuel

E - Cap. I - Item 5


Comenta o Evangelho, nas tarefas doutrinárias do Espiritismo, entretanto, diligencia exumar as sementes divinas da verdade, encerradas no cárcere das teologias humanas, para que produzam os frutos da vida eterna no solo da alma.


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Exalta a gloria de Cristo, mas elucida que ele não transitou, nos caminhos humanos, usufruindo facilidades e sim atendendo aos desígnios de Deus, nas disciplinas de humilde servidor.


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Refere-te, mas explica que o céu é o espaço infinito, em suja vastidão milhões de mudos obedecem às leis que lhes foram traçadas, a fim de que se erijam em lares e escolas das criaturas mergulhadas na evolução.


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Menciona os anjos, mas esclarece que eles não são inteligências privilegiadas no Universo e sem espíritos que adquiriram a sabedoria e a sublimação, à custa de suor e preço de lágrimas.


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Reporta-te à redenção, mas observa que a bondade não exclui a justiça e que o espírito culpado é constrangido ao resgate de si próprio, através da reencarnação, tantas vezes quantas sejam necessárias, porquanto, à frente da Lei, cada consciência deve a si mesma a sombra da derrota ou o clarão do triunfo.


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Cita profetas e profecias, fenômenos e influências, mas analisa os temas da mediunidade, auxiliando o entendimento comum, no intercâmbio entre encarnados e desencarnados, e ofertando adequados remédios aos problemas da obsessão.


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Salienta os benefícios da fé, mas demonstra que a oração sem as boas obras assemelha-se à dolosa atitude nos negócios da alma, de vez que se a prece nos clareia o lugar de trabalho, é preciso apagar o mal para que o mal nos esqueça e fazer o bem para que o bem nos procure.


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Define a excelência da virtude, mas informa que o crédito moral não é obtido em deserção da luta que nos cabe travar com as tentações acalentadas por nós mesmos, a fim de que a nossa confiança nas Esferas Superiores não seja pura ingenuidade, à distância da experiência.


Expõe o Evangelho, mas não faças dele instrumento de hipnose destrutiva das energias espirituais daqueles que te escutem.


Mostra que Jesus não lhe plasmou a grandeza operando sem amor e sem dor, e nem distraias a atenção dos semelhantes, encobrindo-lhes a responsabilidade de pensar e servir, que a Boa Nova nos traça a todos, de maneira indistinta. 


O Espiritismo te apoia o raciocínio para que lhe reveles a luz criadora e a alegria contagiante, auxiliando-te a despertar os ouvintes da verdade na compreensão do sofrimento e na felicidade do dever, nos tesouros do bem e nas vitórias da educação.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 14 p. 25,26.Imagem Reproduzida da Internet.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Auto Crítica - André Luiz



O aforismo “Conhece-te a ti mesmo” está inscrito na entrada do templo de Delfos, construído em honra a Apolo, o deus grego do sol, da beleza e da harmonia.


 Auto Crítica

André Luiz


E - Cap. XVII - item 3


O milagre é invenção da gramática para efeito linguístico, pois na realidade somos arquitetos do próprio destino.


Se algum erro de cálculo existe na construção de nossas existências, o culpado somos nós mesmos.


Todos caminhamos suscetíveis de errar, todos já erramos bastante e todos ainda erraremos necessariamente para aprender a acertar; contudo, nenhum de nós deve persistir no erro, porquanto incorreríamos na abolição do raciocínio que nos constitui a maior conquista espiritual.


No reconhecimento da falibilidade que nos caracteriza, se não é lícito reprovar a ninguém, não será justo cultivar a indulgência para conosco; e se nos cabe perdoar incondicionalmente aos outros, não se deve adiar a severidade para com as próprias faltas.


Portanto, para acertar, não devemos fugir ao "conhece-te a ti mesmo", que principia na intimidade da alma, com o esforço da vigilância interior.


Esse trabalho analítico de dentro e para dentro nasce da humildade e da intenção de acertar com o bem, demonstrando para nós próprios o exato valor de nossas possibilidades em qualquer manifestação.


Autocrítica sim e sempre...


Podão da sensatez - apara os supérfluos da fantasia.


Balança do comportamento - sopesa todos os nossos atos.


Lima da verdade - dissipa a ilusão.


Metro moral - define o tamanho de nosso discernimento.


Espelho da consciência - reflete a fisionomia da alma.


Em todas as expressões pessoais, é possível errarmos para mais ou para menos.


Quem não avança na estrada do equilíbrio que somente a autocrítica delimita com segurança, resvala facilmente na impropriedade ou no excesso, perdendo a linha das proporções.


Com a autocrítica, lisonja e censura, elogio e sarcasmo deixam de ser perigos destruidores, de vez que a mente provida de semelhante luz, acolhe-se ao bom senso e à conformidade, evitando a audácia exagerada de quem tenta galgar as nuvens sem asas e o receio enfermiço de quem não dá um passo, temendo anular-se, ao mesmo tempo que amplia as correntes de cooperação e simpatia, em derredor de si mesma, por usar os recursos de que dispõe na medida certa do bem, sob a qual, a compaixão não piora o necessitado e a caridade não humilha quem sofre.


Sê fiscal de ti mesmo para que não te levantes por verdugo dos outros e, reparando os próprios atos, vive hoje a posição do juiz de ti próprio, a fim de que amanhã, não amargues a tortura do réu.


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 13 , p. 23, 24. Imagem Reproduzida da Internet.