quarta-feira, 1 de abril de 2026

Reformas de Metade - André Luiz

 


Reformas De Metade

André Luiz

C - 1.ª Parte - Cap. VII - Item 2


Desde a primeira hora da Doutrina Espírita recomendam os emissários da Esfera Superior uma reforma urgente, inadiável, intransferível: a reforma de cada um de nós, nas bases traçadas pelo Evangelho de Jesus.


Isso porque toda reforma nas linhas da boa intenção será respeitável, mas somente a renovação interior é fundamental.


Tudo o que vise melhorar a vida deve ser feito, no entanto, se não nos melhoramos, todas as aquisições efetuadas são vantagens superficiais.


Qualquer benefício externo para ser benefício externo para ser benefício real depende de nós.


A luz que nos auxilia a escrever uma página de fraternidade pode ser aproveitada pelo companheiro menos feliz para traçar uma carta que favorece o crime.


O dinheiro que nos custeou a movimentação para o estudo das leis morais que nos governam o destino é o mesmo que está sendo despendido pelos que compram a decadência do corpo e da alma nos redutos do álcool.


O automóvel que nos conduz ao cenáculo de oração onde louvamos a Bondade Divina, transporta de igual modo a locais determinados os que se reúnem para a negação da fé.


A morfina que alivia o sofrimento na dose adequada não é diversa da que garante os abusos do entorpecente.


Justo que não se impeça a formação de medidas destinadas ao bem comum.


A higiene é um atestado eloquente de que ninguém deve e nem pode viver sem a constante renovação exterior.


O Espiritismo, porém, nos adverte de que todas as modificações por fora, ainda as mais dignas, são reformas de metade, que permanecerão incompletas sem as reformas do homem que lhes manejará os valores.


Reflitamos nisso, observando o caminho e a meta. 


Sem estrada não alcançarmos o alvo, entretanto, a estrada é o meio e o alvo é o fim.


Para sermos mais precisos, resumamos o assunto com a lógica espírita, num raciocínio ligeiro e claro: todos nós, os ignorante e os sábios, os justos e os injustos, podemos fazer o bem e devemos fazer o bem, mas acima de tudo, é preciso ser bom...

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 39 p. 64 .Imagem Reproduzida da Internet.

domingo, 29 de março de 2026

Divulgação Espírita - André Luiz

 


 Divulgação Espírita

André Luiz

E - Cap. XXIV - Item 1


Há companheiros que se dizem contrários à divulgação espírita.


Julgam vaidade o propósito de se lhe exaltar os méritos e agradecer os benefícios nas iniciativas de caráter público.


Para eles, o Espiritismo fala por si e caminhará por si.


Estão certos nessa convicção mas isso não nos invalida o dever de colaborar na extensão do conhecimento espírita com o devotamento que a boa semente merece do lavrador.


O ensino exige recintos para o magistério.


O Espiritismo deve ser apresentado por seus profitentes em sessões públicas.


A cultura reclama publicações.


O Espiritismo tem a sua alavanca de expansão no livro que lhe expões os postulados.


A arte pede representações.


O Espiritismo não dispensa as obras que lhe exponham a grandeza.


A indústria requisita produção que lhe demonstre o valor.


O Espiritismo possui a sua maior força nas realizações e no exemplo dos seus seguidores, em cujo rendimento para o bem comum se lhe define a excelência.


Não podemos relaxar a educação espírita, desprezando os instrumentos da divulgação de que dispomos a fim de estendê-la e honorificá-la.


Allan Kardec começou o trabalho doutrinário publicando as obras da Codificação e instituindo uma sociedade promotora de reuniões e palestras públicas, uma revista e uma livraria para a difusão inicial da Revelação Nova.


Mas não é só.


Que Jesus estimou a publicidade, não para si mesmo, mas para o Evangelho, é afirmação que não sofre dúvida.


Para isso, encetou a sua obra aliciando doze agentes respeitáveis para lhe veicularem os ensinamentos e ele próprio fundou o cristianismo através de assembleias públicas.


O "ide e pregai" nasceu-lhe da palavra recamada de luz.


E compreendendo que a Boa Nova estava ameaçada pela influência judaizante em vista da comunidade apostólica confinar-se de modo extremo aos preceitos do Velho Testamento, após regressar às Esferas Superiores, comunicou-se numa estrada vulgar, chamando Paulo de Tarso para publicar-lhe os princípios junto à gentilidade a que Jerusalém jamais se abria.


Visto isso, não sabemos como estar no Espiritismo sem falar nele ou, em outras palavras, se quisermos preservar o Espiritismo e renovar-lhe as energias, a benefício do mundo, é necessário compreender-lhe as finalidades de escola e toda escola para cumprir o seu papel precisa divulgar.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 37 p. 61,62 .Imagem Reproduzida da Internet. Arte  Day RV

 

 

sábado, 28 de março de 2026

Necessitados Difíceis - Emmanuel



 Necessitados Difíceis

Emmanuel

E - Cap. XII - Item 1


Em muitas circunstâncias na Terra, interpretamos as horas escuras como sendo unicamente aquelas em que a aflição nos atenaza a existência, em forma de tristeza, abandono, enfermidade, privação...


O espírita, porém, sabe que subsistem outras, piores talvez... 


Não ignora que aparecem dias mascarados de felicidade aparente, em que o sentimento anestesiado pela ilusão se rende à sombra.


Tempos em que os companheiros enganados se julgam certos...


Ocasiões em que os irmãos saciados de reconforto sentem fome de luz e não sabem disso...


Nem sempre estarão eles na berlinda, guindados, à evidência pública ou social, sob sentenças exprobatórias ou incenso louvaminheiro da multidão...


Às vezes, renteiam conosco em casa ou na vizinhança, no trabalho ou no estudo, no roteiro ou no ideal... 


O espírita consciente reconhece que são eles os necessitados difíceis das horas escuras. 


Em muitos lances da estrada vê-se obrigado a comungar-lhes a presença, a partilhar-lhes atividade, a ouvi-los e a obedecê-los, até o ponto doméstico lhe preceituem determinadas obrigações.


Entretanto, observa que para lhes ser útil, não lhe será lícito efetivamente aplaudi-los, à maneira do caçador que finge ternura à frente da presa, afim de esmagá-la com mais segurança.


***

Como, porém, exercer a solidariedade, diante deles? - perguntarás.


 Como menosprezá-los se carecem de apoio?


Precisamos, no entanto, verificar que, em muitos requisitos do concurso real, socorrer não será sorrir.


Todos conseguimos doar cooperação fraternal aos necessitados difíceis das horas escuras, seja silenciando ou clareando situações, nas medidas do entendimento evangélico, sem destruir-lhes a possibilidade de aprender, crescer, melhorar e servir, aproveitando os talentos da vida , no encargo que desempenham e na tarefa que o Mestre lhes confiou. 


Mesmo quando se nos façam adversários gratuitos, podemos auxiliá-los...


Jesus não recomendou festejar os que nos apedrejem a consciência tranquila e nem nos ensinou a arrasá-los. 


Mas, ciente de que não nos é possível concordar com eles e nem tampouco odiá-los, exortou-nos claramente: 


"amai os vossos inimigos, orai pelos que vos perseguem e caluniam!..."


É assim que a todos os necessitados difíceis das horas escuras, aos quais não nos é facultado estender os braços de pronto, podemos amar em espírito, amparando-lhes o caminho, através da oração.


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 36 p. 59,60 .Imagem Reproduzida da Internet.