sábado, 14 de fevereiro de 2026

Jesus, Kardec e Nós Emmanuel - E - Cap. XVII - Item 8





Jesus, Kardec e Nós

Emmanuel

E - Cap. XVII - Item 8


Se Jesus considerasse a si mesmo puro demais, a ponto de não tolerar o contato das fraquezas humanas; 


se acreditasse que tudo deve correr por conta de Deus; 


se nos admitisse irremediavelmente perdidos na rebeldia e na delinquência; 


se condicionasse o desempenho do seu apostolado ao apoio dos homens mais cultos; 


se aguardasse encosto dinheiroso e valimento político a fim de realizar a sua obra ou se recuasse, diante do sacrifício, decerto não conheceríamos a luz do Evangelho, que nos descerra o caminho à emancipação espiritual.

***


Se Allan Kardec superestimasse a elevada posição que lhe era devida na aristocracia da inteligência, colocando honras e títulos merecidos, acima das próprias convicções; 


se permanecesse na expectativa da adesão de personalidade ilustres à mensagem de que se fazia portador; 


se esperasse cobertura financeira para atirar-se à tarefa; 


se avaliasse as suas dificuldades de educador, com escasso tempo para esposar compromissos diferentes do magistério ou se retrocedesse, perante as calúnias e injúrias que lhe inçaram a estrada, não teríamos a codificação da doutrina Espírita, que complementa o Evangelho, integrando-nos na responsabilidade de viver.

***


Refletindo em Jesus e Kardec, ficamos sem compreender a nossa inconsequência, quando nos declaramos demasiadamente virtuosos, ocupados, instruídos, tímidos , incapazes ou desiludidos para atender às obrigações que nos cabem na Doutrina Espírita.


Isso porque se eles - o Mestre e o Apóstolo da renovação humana - passaram entre os homens, sofrendo dilacerações e exemplificando o bem, por amor à verdade, quando nós - consciências endividadas, fugimos de aprender e servir, em proveito próprio, indiscutivelmente, estaremos sem perceber, sob a hipnose da obsessão oculta, carregando equilíbrio por fora e loucura por dentro.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 4 p. 10 .  Imagem Reproduzida da Internet.

 





sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Traço Espírita - André Luiz

 


 Traço Espírita

André Luiz

E - Cap.XVII - Item 7


O companheiro, contado na estatística da Nova Revelação, não pode viver de modo diferente dos outros, no entanto, é convidado pela consciência a imprimir o traço de sua convicção espírita em cada atitude.


Trabalha - não ao jeito de pião consciente enrolado ao cordel da ambição desregrada, aniquilando-se sem qualquer proveito. 


Age construindo.


Ganha - não para reter o dinheiro ou os recursos da vida na geladeira da usura. 


Possui auxiliando.


Estuda - não para converter a personalidade num cabide de condecorações acadêmicas sem valor para a humanidade. 


Aprende servindo.


Prega - não para premiar-se em torneios de oratória e eloquência, transfigurando a tribuna em altar de suposto endeusamento. 


Fala edificando.


Administra - não para ostentar-se nas galerias do poder, sem aderir à responsabilidade que lhe pesa nos ombros. 


Dirige obedecendo.


Instrui - não para transformar os aprendizes em carneiro destinados à tosquia constante, na garantia de propinas sociais e econômicas.


Ensina exemplificando.


Redige - não para exibir a pompa do dicionário ou render homenagens às extravagâncias de escritores que fazem da literatura complicado pedestal para o incenso a si mesmos.


Escreve enobrecendo.


Cultiva a fé - não com o intento pretensioso de escalar o céu teológico pelo êxtase inoperante, na falsa ideia de caprichos e privilégios. 


Crê realizando.


O espírita vive como vivem os outros, mas em todas as manifestações da existência é chamado a servir aos outros, através da atitude.


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 3 p. 09 .  Imagem Reproduzida da Internet.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O Mestre e O Apóstolo - Emmanuel

 


 O Mestre e O Apóstolo

Emmanuel

E - Cap. 1 - Item 7


Luminosa, a coerência entre o Cristo e o Apóstolo que lhe restaurou a palavra.


Jesus, o Mestre.


Kardec, o professor.


Jesus refere-se a Deus, junto da fé sem obras.


Kardec fala de Deus, rente às obras sem fé.


Jesus é combatido, desde a primeira hora do Evangelho, pelos que se acomodam na sombra.


Kardec é impugnado desde o primeiro dia do Espiritismo, pelos que fogem da luz.


Jesus caminha sem convenções.


Kardec age sem preconceitos.


Jesus exige coragem de atitudes.


Kardec reclama independência mental.


Jesus convida ao amor.


Kardec impele à caridade.


Jesus consola a multidão.


Kardec esclarece o povo.


Jesus acorda o sentimento.


Kardec desperta a razão.


Jesus constrói.


Kardec consolida.


Jesus revela.


Kardec descortina.


Jesus propõe.


Kardec expõe.


Jesus lança as bases do Cristianismo, entre fenômenos mediúnicos.


Kardec recebe os princípios da Doutrina Espírita, através da mediunidade.


Jesus afirma que é preciso nascer de novo.


Kardec explica a reencarnação.


Jesus reporta-se a outras moradas.


Kardec menciona outros mundos.


Jesus espera que a verdade emancipe os homens; ensina que a justiça atribui a cada um pela próprias obras e anuncia que o Criador será adorado, na Terra, em espírito.


Kardec esculpe na consciência as leis do Universo.


Em suma, diante do acesso aos mais altos valores da vida, Jesus e Kardec estão perfeitamente conjugados pela Sabedoria Divina.


Jesus, a porta.


Kardec, a chave.


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 2 p. 07,08 .  Imagem Reproduzida da Internet.