sábado, 11 de abril de 2026

Na Trilha Da Caridade - Emmanuel



Na Trilha Da Caridade

Emmanuel

E - Cap. XV - Item 10


Se já podes sentir a felicidade de auxiliar, imagina-te no lugar de quem pede.


Provavelmente, jamais precisaste recorrer à mesa do próximo, para alimentar um filho estremecido e nem saibas quanto dói a inquietação, nas salas de longa espera, quando se trata de mendigar singelo favor.


Quantos nos dirigem o olhar molhado, suplicando socorro, são nossos irmãos...


Talvez nunca examinaste os prodígios de resistência dos pequeninos sem prato certo que te abordam na rua e nunca mediste a solidão dos que atravessam moléstia grave, sem braço amigo que os assista, no sofrimento, a se arrastarem nas vias públicas, na expectativa de encontrarem alguém que lhes estenda leve apoio contra o assédio da morte.


Muitos dizem que há entre eles viciações e mentiras, que nos compete evitar em louvor da justiça e ninguém pode contrariar a justiça e ninguém pode contrariar a justiça, chamada a reger a ordem.


Será justo, no entanto, verificar até que ponto somos culpados pelo desespero que os fizeram cair em semelhantes desequilíbrios e até onde somos também passiveis de censura por altas equivalentes.


***

Deus nos dá para que aprendemos também a distribuir.


Assegura a disciplina, mas lembra-te de que o Senhor te agradece a bagatela de bondade que possas entregar, em favor dos que sofrem, e a palavra de reconforto que graves no coração torturado que te pede esperança.


Trabalha contra o mal, no entanto, recorda que as leis da vida assinalam a alegria da criança desditosa a quem deste um sinal de bondade e respondem as orações do velhinho que te recolhe os testemunhos de afeto, exclamando: "Deus te abençoe".


A caridade em cada gesto e em cada frase acende o clarão de uma bênção. 


Será talvez por isso que a Sabedoria ergueu o cérebro, acima do tronco, por almenara de luz, como a dizer-nos que ninguém deve agir sem pensar, mas entre a cabeça que reflete e as mãos que auxiliam, situou o coração por fiel sublime.


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 46 p. 73 .Imagem Reproduzida da Internet.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

O LIvro Dos Médiuns - André Luiz

 



"O Livro Dos Médiuns"

André Luiz

M - Introdução

Muitos referiam-se à justiça...


Mas apenas Moisés logrou expressá-la junto aos homens.


Muitos sentiam a necessidade do amor por único recurso de sustentação da concórdia e da fraternidade entre as criaturas...


Entretanto, somente Jesus consegui exemplificá-la na Terra.


***

Qual ocorre no plano moral, assim tem acontecido se, pré em todos os distritos do progresso humano.


Muitos registravam o impositivo de mais ampla divulgação da cultura...


Contudo, só Guttemberg pode articular os alicerces da imprensa.


Muitos observavam que o mundo químico devia ter por base um elemento extremamente simples...


Todavia, somente Cavendish chegou a descobrir o hidrogênio.


Muitos reconheciam a possibilidade de isolar-se a faísca elétrica...


No entanto, só Franklin levantou a pararaios.


Muitos pensavam na criação do transporte rápido...


Mas apenas Stephenson desvelou a locomotiva.


Muitos pressentiam a existência da gravitação...


Entretanto, somente Newton granjeou enunciá-la.


Muitos falavam em arquivo da voz...


Contudo, só Edison corporificou o fonógrafo.


Muitos suspeitavam da influência maléfica dos bacilos...


Todavia, somente Pasteur instituiu a imunização.


Muitos estudavam as ondas eletromagnéticas...


No entanto só Marconi estabeleceu as comunicações sem fio.


***

Através de séculos, muitos admitiam o intercâmbio entre os homens na carne e os espíritos no Espaço...


Contudo, somente Allan Kardec definiu a prática mediúnica inaugurando nova era para a vida mental da Humanidade.


Glória, pois, a "O Livro dos Médiuns" que consubstancia o pensamento puro e original do Codificador sobre a mediunidade com Jesus. 


Estudemo-lo.

 

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 45 p. 71,72 .Imagem Reproduzida da Internet.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Cilício E Vida - Emmanuel



 Cilício E Vida

Emmanuel

E - Cap. V - Item 26


Cilícios para ganhar os Céus!


A Infinita Bondade abençoe a quem os pratique de boa fé, no entanto, convém recordar que o Apelo Divino solicita "misericórdia e não sacrifício".


Nessa legenda, lógica espírita aconselha disciplinas edificantes e não rigores inúteis;


austeridades que rendam educação e progresso; 


regimes que frutifiquem compreensão e beneficência; 


cooperação por escola e trabalho exprimindo aprendizado espontâneo.


Quando tenhas uma hora disponível, acima do repouso que te restaure, canaliza atenção e força para que se atenuem os sofrimentos da retaguarda.


Um minuto de carinho para com os alienados mentais ensina a preservar o próprio juízo.


Alguns momentos de serviço, junto ao leito dos paralíticos, articulam preciosa aula de paciência.


Simples visita ao hospital diminui ilusões.


Cozinhar prato humilde, a benefício dos que não conseguem assegurar a subsistência, impele a corrigir os excessos da mesa.


Costurar em socorro dos que tremem desnudos, auxilia a esquecer extravagâncias de vestuários.


Entregar voluntariamente algum recurso, nos lares desprotegidos, criando reconforto e esperança, imuniza contra o flagelo da usura e contra a voragem do desperdício.


Amparar em pessoa aos que vagam sem rumo ensina respeito ao lar que nos aconchega.


Cilícios para conquistar os talentos celestes!...


Façamos aqueles que se transfigurem nas obras de fraternidade e elevação, por melhorarem a vida, melhorando a nós mesmos.


Não ignoramos que tanto o Planeta Terrestre, quanto as criaturas que povoam jazem vivos, em pleno céu, entretanto, jamais contemplaremos a luz divina do céu que nos circunda sem acendê-la, dentro de nós.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 44 p. 70. Silício. Imagem Reproduzida da Internet.


Na Bíblia, o cilício uma vestimenta rústica e áspera, geralmente feita de pelos de cabra ou camelo. Não era usado como uma roupa comum, mas como um símbolo visual e físico de profunda humilhação, arrependimento ou luto.