terça-feira, 3 de março de 2026

Ao Médium Consciente - André Luiz



Dona Yvonne do Amaral Pereira e Chico Xavier, duas das maiores referências do Espiritismo no Brasil, possuíam mediunidade vasta e diversificada, incluindo faculdades que se manifestavam de forma consciente ou semiconsciente.


Ao Médium Consciente

André Luiz

M - Questão 166


Se a incorporação consciente é o campo de atividade que o Senhor te confia, na prática mediúnica, encontras, em verdade, a perseverança como sendo o maior imperativo de apoio e a dúvida sem proveito, por perigo maior.


Convence-te, porém, de que o serviço paciente, a pouco e pouco, dirimirá, em definitivo, todas as tuas vacilações.


Sê persistente no dever a cumprir e dias virão, nos quais distinguirá, em ti, de forma irretorquível, a legitimidade do fenômeno através de provas simples e várias:


1.Manifestações por teu intermédio de personalidade que desconheces, identificadas por outros participantes da sessão.


2.Comunicações de familiares e amigos por tuas faculdades, ofertando-te valores irrecusáveis de identidade.


3.Ocorrências de sensação íntima na abordagem inicial desse ou daquele manifestante que, para surpresa tua, interrompe o transe, afasta-se e se comunica incontinenti por outro médium, na mesma reunião, revelando as mesmas ideias e o mesmo tom emocional que experimentavas, momentos antes.


4.Diferenciação imediata dos teus estados psicológicos antes e após a sessão, quando se verificam intercorrências de tensão e desafogo semelhantes às da atmosfera carregada de forças.


5.O teu próprio reajuste físico e moral, à medida que te consagras com pontualidade e devotamento às tarefas de cooperação com os Benfeitores espirituais e de assistência aos sofredores desencarnados.


6.Elevação do teu índice de lucidez mental, depois de certo tempo de trabalho, em que se te rearticulam e alimpam as energias do espírito, pelo exercício constante do pensamento aplicado às boas obras.


7.Manifestas claras vantagens espirituais hauridas mecanicamente por parentes e companheiros, cuja autoria não podes reivindicar.


8.Reação do reconforto e regozijo dos enfermos melhoramentos ou recuperados que nem de longe conseguirias atribuir a ti próprio.


9.Renovação a melhoria incontestáveis dos ambientes sociais e domésticos em que transitas, indiretamente beneficiados por teu concurso à desobsessão.


10.Cobertura de confiança e alegria que fornecerás aos companheiros de equipes medianímicas diversas, por funcionares qual agente irradiante de fé renovadora e nobre estímulo no amparo geral aos seareiros do bem.


Analisa as tuas indagações.


***

Existe muita preguiça mascarada de dúvida, existindo até mesmo o médium cuja mediunidade todos reconhecem, prezam e valorizam, menos ele...


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 17 p. 31,32.Imagem Reproduzida da Internet.

 

segunda-feira, 2 de março de 2026

Ao Companheiro Espírita - Emmanuel




 Ao Companheiro Espírita

Emmanuel

E - Cap. XVII - Item 4


Afirma Allan Kardec "que se reconhece o verdadeiro espírita por sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar as tendências inferiores".


Quem se transfigura por dentro, no entanto, pensa por si e quem raciocina por si desata as amarras dos preconceitos e escala renovações, no rumo do conhecimento superior pelas vias do espírito.


É por isso que o raciocínio claro te arrancou ao ninho da sombra.


Não mais para nós o claustro nebuloso da fé petrificada em que se nos desenvolvia o entendimento, em multimilenária gestação.


Cessou para nós a nutrição mental por endosmose, no bojo dos pensamentos convencionais.


Todavia, porque te transferes incessantemente de nível, quase sempre, despertas no mais doloroso tipo de solidão - a solidão dos que trabalham no mundo, a benefício do mundo, mas desajustados no mundo, sem que o mundo os reconheça.


***

Falas - e frequentemente, as tuas palavras voam sem eco.


Ages - as tuas ações nobres sofrem, não raro, o menosprezo dos mais queridos.


Emancipas a própria alma - escravizando-te a deveres maiores.


Auxilias - desdenhado.


Compreendes - desdenhado.


Trabalhas - padecente.


Edificas - por entre lágrimas.


Consola - e vergastam-te os sentimentos.


Cultivas o bem - e arrasam-te o campo.


Urge perceber, porém, que quantos consomem as próprias energias, na exaltação do bem, se fazem clarão, e aos que se fazem clarão as sombras não mais oferecem lugar em meio delas.


Segue, assim, trilha adiante, erguendo a luz para que as trevas não amortalhem, indefinidamente, os valores do espírito.


Se temes a extensão das dificuldades, reflete na semente, a morrer em refúgio anônimo para que a vida se garanta; 


mas, se o exemplo de um ser pequenino te não satisfaz, medita no ensinamento do maior e mais glorioso espírito que já pisou caminhos terrestres.


Ele também transitou, na estância dos homens, sem pouso certo. 


Para nascer, socorreu-se da hospitalidade dos animais; 


enquanto esteve diretamente no mundo, não reteve uma pedra em que resguardar a cabeça; 


transmitiu a sua mensagem libertadora em recintos de empréstimos e, em vista das sombras não lhe suportarem as eternas fulgurações, já que não poderiam devolvê-lo ao Céu e nem lhe desejavam a presença, junto delas, no chão, deram-se pressa em suspendê-lo na cruz, para que se extinguisse, entre um e outro. 


Ele, no entanto, não se agastou, de leve, e qual ocorre à semente que regressa da retorta escura a que foi relegada, convertendo abandono em pão redivivo, Jesus também, ao terceiro dia, contado sobre o desprezo extremo, voltou, em plenitude de amor, e ao transformar sacrifício em luz renascente, retomou a construção da concórdia e da fraternidade, na Terra, afirmando aos companheiros fracos e espantados:


- "A paz seja convosco." 

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 16 p. 29,30.Jesus saúda seus discípulos após a ressurreição: Imagem Reproduzida da Internet. Arte : monifath99 .


domingo, 1 de março de 2026

Ao Médium Doutrinador - André Luiz

 


 Ao Médium Doutrinador

André Luiz

M - Questão 182


Meu Amigo.


Considera na mediunidade uma poderosa alavanca de expansão do Espiritismo, reconhecendo, porém que a Doutrina Espírita e o serviço mediúnico são essencialmente distintos entre si.


Todos os encarnados são médiuns e antigos devedores uns dos outros.


*

Nunca destaques um gênero de mediunidade como sendo mais valioso que outro, sabendo, no entanto, que o exercício mediúnico exige especialização para produzir mais e melhores frutos e benefício de todos.


A mediunidade existe sempre como fonte de bênçãos, desde que exercida com devotamento e humildade.


*

No burilamento de faculdades mediúnicas, situa a feição fenomênica no justo lugar para não te distraíres com superfluidades inconsequentes.


O aspecto menos importante da mediunidade reside no próprio fenômeno.


*

Relaciona-te pois, com o fenômeno quando ele venha a surgir espontaneamente em tarefas ou reuniões que objetivem finalidades mais elevadas, que não o fenômeno em si, usando equilíbrio e critério na aceitação dos fatos.


A provocação de surpresas em matéria de mediunidade não raro gera a perturbação.


*

Jamais perca a esperança ou a paciência no trato natural com os nossos irmãos enfermos, especialmente quando médiuns sob influenciação inferior, para que se positive a assistência espiritual desejável.


Quem aguarda em serviço o socorro da Divina Providência, vive na diretriz de quem procura acertar.


*

Mobiliza compreensão, tato e paciência para equacionar os problemas que estejam subjugando os enfermos desencarnados, elucidando-os com manifesta indulgência quanto à Realidade Maior no que tange ao fenômeno da morte, ao intercâmbio mediúnico, ao corpo espiritual e a outras questões afins.


A palavra indisciplinada traumatiza quem ouve.


Analisa com prudência as comunicações dos espíritos sofredores, segundo a inspiração do amor e a segurança da lógica, aquilatando lhes o valor pelas lições que propiciem inequivocamente a nós mesmos.


O bom senso é companheiro seguro da caridade.


*

Compenetra-te dos teus deveres sagrados, sabendo que o medianeiro honesto para consigo mesmo, chega à desencarnação com a mediunidade gloriosa, enquanto que o medianeiro negligente atinge o rio da morte com a tortura de quem desertou da própria responsabilidade.


A mediunidade não se afasta de ninguém, é a criatura que se distancia do mandato mediúnico que o Plano Superior lhe confere.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 15 p. 27,28.Imagem Reproduzida da Internet.