quarta-feira, 4 de março de 2026

Prece e Obsessão - Emmanuel

 



Prece e Obsessão

Emmanuel

G - Cap. XIV - Item 46


A Providência Divina, pelas providências humanas, sustenta o amparo indiscriminado a todas as criaturas, mas estatui a reciprocidade em todos os processos de ação pelos quais a bondade da vida se manifesta.


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Comparemos a prece e a obsessão ao anseio de saber e ao tormento da ignorância.


O professor esclarece o discípulo mas não lhe dispensa a aplicação direta ao ensino. 


E se o aluno é surdo-mudo, mesmo assim, para instruir-se, é obrigado a concentrar muitas das possibilidades da visão e da audição nas sutilezas do tato, se quer assimilar o que aprende.


Recorramos, ainda, à lição viva que surge, entre a doença e o remédio.


Administrar-se-á medicamento ao enfermo, mas não se pode eximi-lo do concurso necessário. 


E se o paciente não consegue ou não deve acolher os recursos precisos, através da boca, é constrangido a recebê-los por intermédio dos poros, das veias ou de outros canais do corpo.


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Todo socorro essencial ao veículo físico reclama a participação do veículo físico.


Ninguém extingue a própria fome pelo esôfago alheio.


Assim, também, nas necessidades do espírito,


Na desobsessão, a prece indica a atividade libertadora, no entanto, não exonera o interessado da obrigação de renovar-se pelo serviço e pelo estudo, a fim de que se areje a casa íntima, de vez que todos aqueles que se acumpliciaram conosco, na prática do mal, em existências passadas, somente se transformam para o bem, quando nos identificam o esforço, por vezes difícil e doloroso, da nossa reeducação, na prática do bem.


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Resumindo, imaginemos o irmão obsidiado, ainda lúcido, como sendo prisioneiro da própria mente, convertida então em cela escura e comparemos o socorro espiritual à lâmpada generosa.


Obsessão é o bolo pestífero transformado em caprichoso ferrolho na sombra. 


Oração é luz que acende.


A claridade traça a orientação do que se tem a fazer, mas o detento é chamado a tomar a iniciativa do trabalho para libertar a si mesmo, removendo corajosamente o tenebroso foco de atração.

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 18 p. 33.Imagem Reproduzida da Internet.


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 Removendo Obsessões

  Albino Teixeira

 

Existem atitudes positivas contra o domínio da obsessão, a saber:


* Confiança em Deus e em si próprio;


* Consciência tranquila e oração;


* Dever cumprido e paciência;


* Trabalho incessante e serviço ao próximo;


* Simpatia e bondade para com os outros;

* Estudo e refazimento do equilíbrio, tantas vezes quantas forem necessárias.


E há atitudes negativas, agravantes da perturbação espiritual, como sejam:


*Dúvida e complexo de culpa;


* Indiferença e irresponsabilidade;


* Irritação e queixa contínua;


* Ociosidade e egoísmo;


*Isolamento e ignorância.


Acomodar-se a qualquer das situações, depende da escolha de cada um.


Cabe lembrar, porém, que os avisos da Espiritualidade não visam a isentar o homem da lei do trabalho, e sim a mostrar-lhe a meta a cumprir e o caminho que a ela conduz.

 

XAVIER, Francisco Cândido  Espíritos Diversos. Escultores de almas. Ceu,Ed. Imagem Reproduzida da Internet.


 

terça-feira, 3 de março de 2026

Ao Médium Consciente - André Luiz



Dona Yvonne do Amaral Pereira e Chico Xavier, duas das maiores referências do Espiritismo no Brasil, possuíam mediunidade vasta e diversificada, incluindo faculdades que se manifestavam de forma consciente ou semiconsciente.


Ao Médium Consciente

André Luiz

M - Questão 166


Se a incorporação consciente é o campo de atividade que o Senhor te confia, na prática mediúnica, encontras, em verdade, a perseverança como sendo o maior imperativo de apoio e a dúvida sem proveito, por perigo maior.


Convence-te, porém, de que o serviço paciente, a pouco e pouco, dirimirá, em definitivo, todas as tuas vacilações.


Sê persistente no dever a cumprir e dias virão, nos quais distinguirá, em ti, de forma irretorquível, a legitimidade do fenômeno através de provas simples e várias:


1.Manifestações por teu intermédio de personalidade que desconheces, identificadas por outros participantes da sessão.


2.Comunicações de familiares e amigos por tuas faculdades, ofertando-te valores irrecusáveis de identidade.


3.Ocorrências de sensação íntima na abordagem inicial desse ou daquele manifestante que, para surpresa tua, interrompe o transe, afasta-se e se comunica incontinenti por outro médium, na mesma reunião, revelando as mesmas ideias e o mesmo tom emocional que experimentavas, momentos antes.


4.Diferenciação imediata dos teus estados psicológicos antes e após a sessão, quando se verificam intercorrências de tensão e desafogo semelhantes às da atmosfera carregada de forças.


5.O teu próprio reajuste físico e moral, à medida que te consagras com pontualidade e devotamento às tarefas de cooperação com os Benfeitores espirituais e de assistência aos sofredores desencarnados.


6.Elevação do teu índice de lucidez mental, depois de certo tempo de trabalho, em que se te rearticulam e alimpam as energias do espírito, pelo exercício constante do pensamento aplicado às boas obras.


7.Manifestas claras vantagens espirituais hauridas mecanicamente por parentes e companheiros, cuja autoria não podes reivindicar.


8.Reação do reconforto e regozijo dos enfermos melhoramentos ou recuperados que nem de longe conseguirias atribuir a ti próprio.


9.Renovação a melhoria incontestáveis dos ambientes sociais e domésticos em que transitas, indiretamente beneficiados por teu concurso à desobsessão.


10.Cobertura de confiança e alegria que fornecerás aos companheiros de equipes medianímicas diversas, por funcionares qual agente irradiante de fé renovadora e nobre estímulo no amparo geral aos seareiros do bem.


Analisa as tuas indagações.


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Existe muita preguiça mascarada de dúvida, existindo até mesmo o médium cuja mediunidade todos reconhecem, prezam e valorizam, menos ele...


XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 17 p. 31,32.Imagem Reproduzida da Internet.

 

segunda-feira, 2 de março de 2026

Ao Companheiro Espírita - Emmanuel




 Ao Companheiro Espírita

Emmanuel

E - Cap. XVII - Item 4


Afirma Allan Kardec "que se reconhece o verdadeiro espírita por sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar as tendências inferiores".


Quem se transfigura por dentro, no entanto, pensa por si e quem raciocina por si desata as amarras dos preconceitos e escala renovações, no rumo do conhecimento superior pelas vias do espírito.


É por isso que o raciocínio claro te arrancou ao ninho da sombra.


Não mais para nós o claustro nebuloso da fé petrificada em que se nos desenvolvia o entendimento, em multimilenária gestação.


Cessou para nós a nutrição mental por endosmose, no bojo dos pensamentos convencionais.


Todavia, porque te transferes incessantemente de nível, quase sempre, despertas no mais doloroso tipo de solidão - a solidão dos que trabalham no mundo, a benefício do mundo, mas desajustados no mundo, sem que o mundo os reconheça.


***

Falas - e frequentemente, as tuas palavras voam sem eco.


Ages - as tuas ações nobres sofrem, não raro, o menosprezo dos mais queridos.


Emancipas a própria alma - escravizando-te a deveres maiores.


Auxilias - desdenhado.


Compreendes - desdenhado.


Trabalhas - padecente.


Edificas - por entre lágrimas.


Consola - e vergastam-te os sentimentos.


Cultivas o bem - e arrasam-te o campo.


Urge perceber, porém, que quantos consomem as próprias energias, na exaltação do bem, se fazem clarão, e aos que se fazem clarão as sombras não mais oferecem lugar em meio delas.


Segue, assim, trilha adiante, erguendo a luz para que as trevas não amortalhem, indefinidamente, os valores do espírito.


Se temes a extensão das dificuldades, reflete na semente, a morrer em refúgio anônimo para que a vida se garanta; 


mas, se o exemplo de um ser pequenino te não satisfaz, medita no ensinamento do maior e mais glorioso espírito que já pisou caminhos terrestres.


Ele também transitou, na estância dos homens, sem pouso certo. 


Para nascer, socorreu-se da hospitalidade dos animais; 


enquanto esteve diretamente no mundo, não reteve uma pedra em que resguardar a cabeça; 


transmitiu a sua mensagem libertadora em recintos de empréstimos e, em vista das sombras não lhe suportarem as eternas fulgurações, já que não poderiam devolvê-lo ao Céu e nem lhe desejavam a presença, junto delas, no chão, deram-se pressa em suspendê-lo na cruz, para que se extinguisse, entre um e outro. 


Ele, no entanto, não se agastou, de leve, e qual ocorre à semente que regressa da retorta escura a que foi relegada, convertendo abandono em pão redivivo, Jesus também, ao terceiro dia, contado sobre o desprezo extremo, voltou, em plenitude de amor, e ao transformar sacrifício em luz renascente, retomou a construção da concórdia e da fraternidade, na Terra, afirmando aos companheiros fracos e espantados:


- "A paz seja convosco." 

 

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz .  Opinião espírita. Cap. 16 p. 29,30.Jesus saúda seus discípulos após a ressurreição: Imagem Reproduzida da Internet. Arte : monifath99 .