domingo, 3 de outubro de 2021

REDENÇÃO E REENCARNAÇÃO - Cornélio Pires

 

 


REDENÇÃO E REENCARNAÇÃO

Cornélio Pires


Em seis vidas, suicidou-se

O amigo Arsênio faria...

Ele agora quer nascer

Na prova da idiotia.


Escultor vivia inerte,

Cultivando falcatrua...

Vive hoje noutra forma

Trabalhando pisos da rua.


Escrevia apedrejando...

Assim morreu Hélcio Lins.

Encontrei-o noutro corpo

Trazendo pedras nos rins.


Dois enganos no caminho

De conseqüências fatais:

Ser surdo às dores alheias,

Enclausurar-se demais.


Por bela fez muitos crimes

Amélia da conceição,

Hoje roga corpo enfermo

Em que se arraste no chão.


Impera em todo o universo

Este princípio comum

A justiça é lei da vida

Por dentro de cada um.


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Cornélio Pires. Coisas deste mundo. São Paulo: Clarim.

 

sábado, 2 de outubro de 2021

VACINAS CONTRA O MAL - Cornélio Pires

 

 


VACINAS CONTRA O MAL

Cornélio Pires


Não creias que Deus te honra

Com teus créditos e dons

Para que entendas e sirvas

Somente aos justos e bons.


Honrar as obrigações

Mesmo em luta, anos inteiros,

Sem deixar as próprias cargas

Nos ombros dos companheiros.


Evitar em qualquer tempo

Este desastre comum:

Contentar-se em criticar

Sem prestar auxílio algum.


De gênio perdido em furto,

O irmão Quelidônio Alpaca

Do além quer voltar à Terra

Sofrendo cabeça fraca.


Legenda aos servos do bem

Aos de agora e aos que virão:

Nunca se faça a mistura

De esclerose e tradição.


Não faças aos semelhantes

Seja o que for, onde estejas,

Que em se tratando de Ti,

Não aprovas, nem desejas.


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Cornélio Pires. Coisas deste mundo. São Paulo: Clarim.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

PROVA E REENCARNAÇÃO - Cornélio Pires

 

 


PROVA E REENCARNAÇÃO

Cornélio Pires


Quis ser pai de obsessores

Que o feriam sem cessar...

Teve Antonio o que pedia:

Um sanatório no lar.


A dívida, como seja,

Mesmo de longo passado,

Enquanto não resolvida

Mora sempre ao nosso lado.


As multidões que estimulam

Assalto e crime na Terra

Costumam desencarnar

Em ocorrências de guerra.


Pessoas que envenenam

De alma sarcástica e fria

Pediram morte conjunta

Num surto de epidemia.


Corsários de antigas eras

Rogaram ao reencarnar

Para morrerem unidos

Em acidente no mar.


Por orgulho fez Sinhana

Muitos caminhos errados...

No além, pede novo corpo

Com nervos destrambelhados.


Para guardar-se de faltas

Praticadas na injustiça,

Roga Armênio vida nova

Que lhe dê mente enfermiça.


Tião tratava a mãezinha

A chute e bofetadas...

Hoje anseia renascer

Num corpo de mãos mirradas.


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Cornélio Pires. Coisas deste mundo. São Paulo: Clarim.