sexta-feira, 20 de junho de 2014

Os sapatos dos outros – sobre a empatia - Momento Espírita





Os sapatos dos outros – sobre a empatia



Os países de língua inglesa usam um termo muito interessante para explicar a empatia: colocar seus pés nos sapatos dos outros.


Trata-se de um exercício difícil, num primeiro momento, mas, que depois de aprendido, torna-se grande aliado para melhorar as nossas relações com o próximo.


Essa técnica envolve a capacidade de suspender provisoriamente a insistência no próprio ponto de vista, e encarar a situação a partir da perspectiva do outro.


Significa imaginar qual seria a situação caso se estivesse no seu lugar, como se lidaria com o fato.


Isso ajuda a desenvolver uma conscientização dos sentimentos do outro e um respeito por eles, o que é um importante fator para a redução de conflitos e problemas nas relações.


Só vestindo o calçado do outro saberemos se ele é apertado ou não, se machuca aqui ou ali, e assim poderemos compreender e tomar atitudes mais eficazes para consolar e ajudar.


Quem tem a habilidade da empatia consegue desenvolver a compaixão e estender as mãos para auxiliar.


Para que alguém esteja apto a, verdadeiramente, consolar alguém, é indispensável ter a percepção ou mesmo a compreensão do que está sofrendo aquele que busca ou aguarda consolação.


Quem tem o comportamento empático compreende melhor, e julga menos, ou julga com menos severidade.


Quem usa a empatia entende as razões do outro e consegue suavizar o ódio, o rancor, o ressentimento, preparando-se melhor para o perdão.


A empatia ou a falta dela pode determinar se um lar viverá em constante guerra ou harmonia.


Os pais precisam da empatia na educação dos filhos, colocando-se em seu lugar constantemente – evitando as broncas desnecessárias, os comportamentos distanciadores e a falta de contato com as emoções das crianças.


Os filhos devem usar de empatia com os pais, percebendo e entendendo suas preocupações, suas dúvidas, suas inseguranças, e sua vontade de sempre acertar e de fazer o melhor para seus rebentos.


A esposa precisa colocar-se no lugar do marido, o marido no lugar da esposa. Ambos precisam conhecer o mundo do outro, suas angústias, suas dificuldades e o que lhe dá alegria.


Puxa... Que dia terrível você teve hoje! Vou tentar ajudá-lo fazendo uma comidinha bem gostosa para nós dois. Assim esquecemos um pouco dos problemas.


Eis o exemplo de um gesto simples, mas precioso, de empatia.


Ainda outro:


Que trabalheira você tem em casa, meu amor... Acho que você precisa sair um pouco para espairecer, não é? Vamos sair só nós dois para jantar?


A criatividade voltada para o bem nos dará tantas e tantas ideias de como realizar esse processo empático, indispensável para a sobrevivência dos lares.


Se desejamos harmonia e melhoria nas relações, temos que passar pela empatia, indubitavelmente.


*  *  *


Experimentemos usar o sapato do outro. Experimentemos o mundo a partir do ponto de vista do outro. Saiamos do egocentrismo destruidor ainda hoje.


Empatia... Sempre.



Redação do Momento Espírita, com citação do cap. 18, do livro A carta magna da paz, pelo Espírito Camilo, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter. Disponível em www.momento.com.br.




Ao Levantar-se - André Luiz




Ao Levantar-se

André Luiz



Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã.



Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retomar as próprias atividades.



Levante-se com calma.



Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto não auxiliam em tempo algum.



Guarde para com tudo e para com todos a disposição de cooperar para o bem.



Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida para que a vida nos abençoe.






XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Sinal Verde, CAP.1, P.9.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Carta Íntima - Meimei




Carta Íntima

Meimei



É verdade. Conseguiste matrícula na escola da luz, a fim de que possas servir com mais segurança na causa do bem, mas encontras empeços de toda espécie, no rumo das aquisições a que te diriges.


Consideras muito difíceis as matérias em pauta.


Quantas falhas nas provas de paciência? Quantos desacertos nos exercícios da caridade? Quantos desajustes nas demonstrações de tolerância? E, sobretudo, que montão de erros nos exames do amor?


E choras verificando os problemas que se te afiguram insuperáveis.


Sofres com dependências e recapitulações, boletins de alarme e conseqüências infelizes de teus próprios enganos.


De quando a quando, eis que se te amplia o desencanto, observando o alto número dos companheiros que desertam das aulas e sentes que o vazio cresce ao redor da carteira de trabalho em que te vês.


Entretanto, não esmoreças.


Prossegue.


Possivelmente, ainda não te conscientizaste de que o Professor amigo te acompanha.


Onde haveria escola sem mestre?


Ouve. O Instrutor que te acolheu, de braços abertos, não te abandona.


Se Ele te registra os equívocos e as crises, é que deseja conduzir-te à certeza e à serenidade nos conhecimentos que buscas.


E se insiste contigo para que te mantenhas no aprendizado é porque te ama.


Quando te entristeces, Ele é a esperança que te restaura o ânimo enfraquecido.


Quando te afliges, Ei-lo a pacificar-te no clarão do discernimento.


Confia e segue adiante.


Ele sabia que vieste à escola a fim de assimilar recursos que, até agora, não possuis e, por isso mesmo, não te pede a elevação que ainda não tens.


Apóia-te Nele e persevera.


Em qualquer dificuldade, chama por Ele. Talvez ainda não saibas que Ele, o nosso mestre, é mais conhecido pelo nome de Jesus Cristo.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Meimei.