quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

POSIÇÃO CORRETA -Joanna de Ângelis

 


Ludwig van Beethoven

 POSIÇÃO CORRETA

Joanna de Ângelis


Ante os irmãos portadores de deficiências físicas, procura manter uma posição mental e social correta. Nem a compaixão injustificável, nem a indiferença fria para com eles.


O teu irmão limitado aguarda de ti uma oportunidade digna, a fim de exercer a tarefa e cumprir a finalidade para as quais se encontra na Terra.


Da mesma forma como ocorre contigo é alguém que se recupera de lamentáveis equívocos passados.


As marcas e limitações que nele percebes não constituem maldição, nem significam motivo de abandono.


Também tu possuis deficiências e limites, quiçá, mais graves, com a diferença única de que os teus são ocultos e os demais os ignoram.


Anteriormente, em inúmeras civilizações e culturas, o deficiente físico, ao nascer, era arrojado à morte, impiedosamente.


O homem peregrinava, então, do instinto para a razão, sem haver-se beneficiado com as dádivas do amor.


Com Jesus, a bênção da solidariedade transformou-se em dever de todas as criaturas umas para com as outras.


O deficiente físico é, psiquicamente, normal, gente, conforme a linguagem usual, com sentimentos e raciocínios que o fazem ver o mundo, porém, através da ótica de como seja recebido e tratado.


*

Se lhe concedes o ensejo de realizar e realizar-se, ele verá o mundo humano e digno, dignificando-se na luta e crescendo em júbilo com entusiasmo.


Se lhe cerceias o passo, negando-lhe ensejo, por preconceito ou inferioridade de tua parte, oferecer-lhe- ás a visão incorreta da Terra, deixando-o amargurar- se, cair em depressão, alienar-se...


Excelentes trabalhadores revelam-se os que sofrem deficiências físicas.


Aprimoram valores, desenvolvem outras aptidões e firmam-se com dedicação nas realizações a que se entregam.


Seja qual for a limitação física do teu próximo, ele se encontra, na Terra, qual ocorre contigo próprio, com o objetivo superior de crescer, redimindo-se do ontem e planificando o amanhã.


Honra-o com a concessão do momento, a fim de que possa demonstrar o valor de que é dotado.


Caso estivesses com alguma problemática dessa natureza, anelarias por oportunidade de trabalho com a qual te realizarias.


Não o habitues à esmola humilhante, de que ele não necessita.


Coopera para educá-lo, facultar-lhe uma profissão e contribuir para que ele a exerça nobremente.


Nem todos os deficientes físicos encontram-se em punição...


Steinmetz, limitado por tormentosa deformidade, fez-se mestre em pesquisas elétricas, deixandp patentes de mais de duzentas invenções...


Milton, cego e trôpego, ofereceu à Humanidade o excelente “Paraíso Perdido”, considerado um dos mais belos poemas de língua inglesa.


Beethoven, surdo, melhor pôde compor, legando à posteridade a grandiosa Nona Sinfonia, que é considerada a mais perfeita e bela superando as anteriores.


Pasteur, vitimado por pertinaz enfermidade, contribuiu, decisivamente, para revelar a vida microbiana...


Limitados, em ministério de luz, ensinando o homem, forte e sadio, a não se deter sem se apoiar em bengalas desculpistas para fugir à luta.


*

Com deficiências ou não de que te vejas objeto, coopera com o teu irmão em luta, laborando com ele, como Jesus, ao lado dos padecentes de toda natureza, renovando, libertando espíritos e corações, e encarninhando-os ao “reino de Deus” que, afinal, se encontra dentro de cada um de nós.

 

FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Alerta, cap.19.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

HÁBITO DA SOLIDARIEDADE - Joanna de Ângelis

 


 HÁBITO DA SOLIDARIEDADE

Joanna de Ângelis


Por mais te encontres cansado não te eximas de ser solidário com alguém.


Talvez o problema do outro, aquele que te procura, seja menor do que o teu.


Para ele, no entanto, por que se afigura muito grave, assim se faz.


As tuas experiências de fé dão-te real dimensão de inúmeras ocorrências, e por isto podes ajudar mais com menos desgaste de forças e emoções.


Quem percorre um trecho de estrada tem condições de apresentar notícias daquele caminho.


Experiência é rota que cada qual deverá vencer mesmo que a grande esforço.


A solidariedade, por isso mesmo, é pão de empréstimo, de que sempre o doador necessitará.


Ninguém a pode prescindir, por mais que se pretenda isolar do convívio com o seu próximo.


Na vida de todas as criaturas um momento surge em que a solidariedade se faz imperiosa, como socorro salvador.


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Fazer ou deixar de fazer o bem é efeito natural da fé que se mantém, definindo-lhe a qualidade, cuja ação se transforma em hábito, que se incorpora à natureza, à personalidade de cada um.


Quem se não acostuma a doar, nunca dispõe de oportunidade para auxiliar, encontrando motivos injustificáveis para recusar-se.


Aquele que se aclimata ao trabalho solidário, sempre dispõe de tempo- e recursos para fazê-lo.


Os desocupados e indiferentes estão sempre muito cheios de horas vazias para tentar preencher algum espaço, por isso não dispõem de tempo para nada.


Vivem extenuados pela inutilidade e pessimismo.

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Apura a tua percepção e verificarás que os lamentos demasiados nem sempre decorrem da enfermidade ou do problema que se tem, mas da necessidade de chamar a atenção, requerendo apoio e amizade.


Há muita carência, no mundo, sendo, entretanto, a mais grave e urgente, a de afeto, de interesse humano.


A questão assume tão grave proporção que, não raro, quando alguém se preocupa com outrem e dá-lhe assistência, os sentimentos de um ou de ambos perturbam-se, dando origem a desvios da fraternidade, tombando-se em delíquios morais, que mais agravam as circunstâncias e as dificuldades.


Mantém o hábito da solidariedade sem exigência ou solicitação alguma.


Ajuda, portanto, sem vinculação servil, a fim de permaneceres livre, no amor e na ação solidária, crescendo para Deus ao lado do teu próximo necessitado, necessitados que somos quase todos, da divina solidariedade.


FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Alerta, cap.18.

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

TAREFA LIBERTADORA -Joanna de Ângelis

 


TAREFA LIBERTADORA

Joanna de Ângelis


Atém-te com dedicação à tarefa que desempenhas.


São nobres todos os cometimentos que conformam objetivos superiores por meios dignos.


Não importa se exigem maior esforço físico ou mental, ou se lida nas faixas menos favorecidas da cultura ou do destaque social.


O trabalho dignifica aquele que o executa, ensejando-lhe crescimento.


O homem é a posição mental em que se situa, expressando-se conforme a emoção que anima.


*

Tomas conhecimento dos médiuns famosos que fulguram nos relatórios das minuciosas investigações de cientistas respeitáveis, e gostarias de haver sido um deles.


Sabes de notáveis paranormais que demonstraram, à saciedade, a iniludível sobrevivência da vida aos despojos cadavéricos, e anelarias possuir-lhes os registos psíquicos.


Comovem-te os relatos que envolvem os sensitivos da mais variada gama, que foram testados, reiteradas vezes, em memoráveis sessões e laboratórios, e desejarias ser como eles.


Não te equivoques, porém.


Cada criatura está colocada pelo Pai no lugar certo, a hora própria, com um programa importante a atender.


O aplauso, a consideração à pujança das forças paranormais do homem são testes à resistência moral dele, nos quais muitos fracassam.


Embora hoje sejam recordados com respeito, muitos daqueles abnegados instrumentos das mensagens espirituais sofreram incompreensões e diatribes, acusações e imputações injustas.


Outros tombaram em armadilhas crueis, preparadas por terceiros ou engendradas pela própria incúria.


Inumeráveis, que hoje são conhecidos e destacados, não são menos sofridos, carregando cruzes invisíveis, nas quais dilaceram a alma com os olhos postos no futuro libertador.


*

Não é tão fácil o triunfo, no mundo.


A madrugada é mais luminosa após vencidas as sombras.


Enquanto há caminho a percorrer, não te desalentes nem titubeies.


Realiza o teu compromisso por menos significante pareça, na certeza de que ele será base para às grandes realizações do futuro...


E onde quer que estejas colocado em nome do amor, recorda Jesus, o Médium de Deus, que não desdenhou jamais os pequenos compromissos com a carpintaria de José, a fim de culminar nos braços da cruz, em atitude de quem nos aguarda, a fim de conduzir-nos nas asas sublimes da ressurreição.

 

FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Alerta, cap.17.