Benevolência
Emmanuel
Traduzindo benevolência por fator de equilíbrio, nas relações humanas, vale confrontar as atitudes infelizes com os obstáculos que afligem o espírito, na caminhada terrestre.
Aprendamos sinonímia de
ordem moral, no dicionário da Natureza:
Crítica destrutiva – labareda
sonora.
Azedume – estrada barrenta.
Irritação – atoleiro
comprido.
Indiferença – garoa gelada.
Cólera – desastre à vista.
Calúnia- estocada mortal.
Sarcasmo – pedrada a esmo.
Injúria – espinho infecto.
Queixa repetida – tiririca
renitente.
Conversa desnecessária –
vento inútil.
Preconceito – fruto bichado.
Gabolice – poeira grossa.
Lisonja – veneno doce.
Engrossamento – armadilha
pronta.
Aspereza – casca espinhosa.
Pornografia – pântano
aberto.
Despeito – serpente oculta.
Melindre – verme dourado.
Inveja – larva em pencas.
Pessimismo- chuva de fel.
Espiritualmente, somos
filtros do que somos.
Cada pessoa recebe aquilo
que distribui.
Se esperamos pela indulgência alheia, consignemos as manifestações que nos pareçam indesejáveis e, evitando-as com segurança, saberemos cultivar a benevolência, no trato com o próximo, para que benevolência se nos faça auxílio incessante, através dos outros.
XAVIER, Francisco Cândido;
BACCELLI, Carlos A. Espíritos Diversos. Brilhe vossa luz.Cap.7. Araras SP: IDE,
2007, 80 p.

Nenhum comentário:
Postar um comentário