terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Evocação de Natal - Emmanuel

 


Evocação de Natal

Emmanuel

“O maior de todos os conquistadores, na face da Terra, conhecia, de antemão, as dificuldades do campo em que lhe cabia operar.


Estava certo de que entre as criaturas humanas não encontraria lugar para nascer, à vista do egoísmo que lhes trancava os corações; no entanto, buscou-as, espontâneo, asilando-se no casebre dos animais.

 

Sabia que os doutores da Lei ouvi-lo-iam indiferentes com respeito aos ensinamentos da vida eterna de que se fazia portador; contudo, entregou-lhes, confiante, a Divina Palavra.

 

Não desconhecia que contava simplesmente com homens frágeis e iletrados para a divulgação dos princípios redentores que lhe vibravam na plataforma sublime, e abraçou-os tais quais eram.

 

Reconhecia que as tribunas da glória cultural de seu tempo se lhe mantinham cerradas, mas transmitiu as boas novas do Reino da Luz à multidão dos necessitados, inscrevendo-as na alma do povo.

 

Não ignorava que o mal lhe agrediria as mãos generosas pelo bem que espalhava; entretanto, não deixou de suportar a ingratidão e a crueldade, com brandura e entendimento.

 

Permanecia convicto de que as noções de verdade e amor que veiculava levantariam contra ele as matilhas da perseguição e do ódio; todavia, não desertou do apostolado, aceitando, sem queixa, o suplício da cruz com que lhe sufocavam a voz.

 

É por isso que o Natal não é apenas a promessa da fraternidade e da paz que se renova alegremente, entre os homens, mas, acima de tudo, é a reiterada mensagem do Cristo que nos induz a servir sempre, compreendendo que o mundo pode mostrar deficiências e imperfeições, trevas e chagas, mas que é nosso dever amá-lo e ajudá-lo mesmo assim.”


XAVIER, Francisco Cândido por Espíritos Diversos Antologia mediúnica do Natal .Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Meditando o Natal - Emmanuel

 


Meditando o Natal


Emmanuel


Na exaltação do Natal do Senhor, acalentemos nossa fé em Jesus, sem nos esquecermos da fé que Jesus deposita em nós.


Não desceria o Senhor da comunhão com os Anjos, sem positiva confiança nos homens.

 

É por isso que, da Manjedoura de Simplicidade e Alegria à Cruz da Renunciação e da Morte, vemo-lo preocupado na recuperação das criaturas.

 

Convida pescadores humildes ao seu ministério salvador e transforma-os em advogados da redenção humana.


Vai ao encontro de Madalena, possuída pelos adversários do bem, e converte-a em mensageira de luz.


Chama Zaqueu, mergulhado no conforto da posse material, e faz dele o administrador consciente e justo.

 

Não conhece qualquer desânimo, ante a negação de Pedro, e nele edifica o apóstolo fiel que lhe defenderia o Evangelho até o martírio e a crucificação.

 

Não se agasta com as dúvidas de Tomé e eleva-o à condição de missionário valoroso, que lhe sustenta a causa, até o sacrifício.

 

Não se sente ofendido aos golpes da incompreensão de Saulo, o perseguidor, e visita-o, às portas de Damasco, investindo-o na sua posição de emissário de Sua Graça, coroando de claridades eternas...

 

A fé e o otimismo do Cristo começaram na descida à estrebaria singela e continuam, até hoje, amparando-nos e redimindo-nos, dia a dia...

 

Assinalando, assim, os júbilos do Natal, recordemos a confiança do Mestre e afeiçoemo-nos à sua obra de amor e luz, tomando por marco de partida a nossa própria existência.

 


O Senhor nos conclama à tarefa que o evangelho nos assinala...

 

Nos primeiros três séculos de Cristianismo, os discípulos que lhe ouviram a Celeste Revelação levantaram-se e serviram-no com sangue e sofrimento, aflição e lágrimas.

 

Que nós outros estejamos agora dispostos a consagrar-lhe igualmente as nossas vidas, considerando o crédito moral que a atitude d’Ele para conosco significa...

 

Aprendamos, trabalhemos e sirvamos, até que um dia, qual aconteceu ao velho Simeão, da Boa Nova, possamos exclamar ante a Presença Divina:

 

- “Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque, em verdade, meus olhos já viram a salvação.”

 

XAVIER, Francisco Cândido. Antologia mediúnica do natal ,Espíritos Diversos.


domingo, 1 de dezembro de 2024

Dezembro - Bezerra de Menezes




Dezembro

Bezerra de Menezes

 

Eis que se aprestam os homens para mais uma comemoração do natal do Senhor.


Mais uma vez, lampadários maravilhosos surgem aqui e acolá, vitrines brilhantes e bem postas, movimento comercial, intensidade de sugestões. . .


Alegria da petizada que conta com o seu papai Noel, indiferença daqueles que vivem o natal como dia a dia comum, tristeza para muitos, enfim é natal!

 

Enfim, comemora-se de alguma forma a chegada do Senhor na Terra.

 

Mas como acontece, geralmente, o espírito do natal, a festa comemorativa que deveria estar mais e mais aperfeiçoada, ainda necessita e muito do gesto carinhoso dos cristãos, para que o Nome de Jesus, seja pronunciado com respeito e amor, sentido em todos os corações como manancial de luz e paz, como ancoradouro de felicidade, como sol bendito, com luz permanente.


Eis dezembro!

 

Eis o natal que se aproxima.

 

Enfeita também o teu coração com os lampadários formosos da caridade, acende as luzes ternas da fraternidade legítima, procura a atividade necessária para esse grande dia, na visitação ao enfermo, no auxílio às crianças desvalidas.


Acende, cada dia, a prece fervorosa em favor da paz mundial, suplica ao Todo Poderoso a força e a coragem para os desanimados e enfraquecidos.

 

Não permitas que as horas passem vazias neste mês festivo de dezembro.

 

Confecciona as roupinhas, o agasalho para o necessitado.


Prepara o caldo reconfortante para o doente; não te detenhas à margem comum daqueles que só esperam prazeres e regalias de um mundo sofredor.


Ajuda e auxilia, quando possas.

 

Faze a tua árvore de natal, simbólica, e nela dependura as flores da bondade, da humildade, a lembrança carinhosa e fraterna.

 

Auxilia, ajuda!

 

Prepara no teu lar o recanto feliz para que a mensagem do Natal seja uma realidade portas a dentro do teu santuário.

 

Envida esforços para conquistar a paz dentro do teu lar.

 

Ergue ali o santuário vivo do amor através da ilimitada paciência.

 

Não desprezes aquele que te bate à porta, procurando auxílio.


Vem, meu irmão.

 

Vem conosco.


Jesus espera teu coração


Jesus quer ver a Terra mais feliz.


Faze a tua parte, para que lá do Infinito o Mestre possa ver e sentir o Mundo, o seu Mundo, uma fulgurante estrela de promessas vivas, de movimentação e ascensão para as altiplanuras.


Vem, meu irmão, trabalhemos!

 

PAIVA, Maria Cecília pelo Espírito Bezerra de Menezes. Veleiro de luz. Ed. Espiritualista , 2ª ed, 1978.