quinta-feira, 15 de julho de 2021

62 - O CARRO - Casimiro Cunha

 

 


62 - O CARRO

Casimiro Cunha


Nos problemas de viagem por vencer qualquer distância, todo carro requisita esforços de vigilância.


Antes de tudo, atendendo as lições da Natureza, não se pode prescindir dos detalhes da limpeza.


O carro é prestigioso, mas, no longo das estradas, pede amparo da prudência, nos serviços, nas paradas.


Aqui, reclama remendo, mais além um parafuso, todo o zelo é necessário preservando-se do abuso.


De quando em quando, é preciso exame calmo e acurado, cada peça solicita carinho, atenção, cuidado.


Ferramentas, graxa e óleo requisitam provisões; somente o bem da reserva remedeia inquietações.


Sem isto, qualquer jornada vale por louca aventura, que termina comumente no desastre da loucura.


O carro mais reforçado, à desídia do cocheiro, abandona o rumo certo, resvala ao despenhadeiro.


No mundo assim também é: O homem, na humanidade, é o viajor desmandando as luzes da eternidade.


A experiência é a viagem, o carro é teu organismo: Quem descuide o próprio corpo precipita-se no abismo.

 

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Casimiro Cunha. Cartilha da natureza.São Paulo/SP:Butterflay editora Ltda,2002, ed.1. Cap 62, p.63.

 

quarta-feira, 14 de julho de 2021

61- O CAMPO E O JARDIM - Casimiro Cunha

 




61- O CAMPO E O JARDIM

Casimiro Cunha


Nas lutas de cada dia, nas estradas da existência, lembra que o campo e o jardim são pontos de referência.


Um é a esfera de trabalho que fica estranha ao teu lar, o outro é a intimidade da vida particular.


No primeiro é a mão de Deus que decide com grandeza, na harmonia inescrutável das forças da Natureza.


No segundo é a criatura, que, usando elementos seus, ganha a vida, usufruindo os opimos bens de Deus.


O  campo eterno, infinito, vai de um mundo a outros mundos, é a vibração do universo, em seus problemas profundos.


O jardim é a casa amiga, pobre ou rica, sempre boa, é a bela oportunidade da luta que aperfeiçoa.


As penas, as amarguras, de um lar de trabalho e dor, são trilhas que dão acesso ao bem santificador.


Quem não zele seu jardim, com sacrifício e bondade, mui longe está de atender no campo da humanidade.


Entretanto, vemos homens, herdeiros dos fariseus, que já pretendem ser anjos, sem serem bons para os seus.


Se queres segar o campo da luz e do amor sem fim, não descuides um minuto, das coisas do teu jardim.

 

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Casimiro Cunha. Cartilha da natureza. São Paulo/SP:Butterflay editora Ltda,2002, ed.1. Cap 61, p.62.


terça-feira, 13 de julho de 2021

60- O CAJADO - Casimiro Cunha

 


60-  O CAJADO

Casimiro Cunha


Quem faça viagem longa, se é prudente e ponderado, jamais pode prescindir do concurso de um cajado.


Conduzir arma de fogo ultrapassa a obrigação, evite-se a qualquer preço a morte e a destruição.


Entretanto, é indispensável, nas surpresas do caminho, que se guarde alguma coisa contra a pedra, contra o espinho.


O bordão é companheiro, não se aflige, não se assusta; Permanece na defesa do esforço da causa justa.


Pode agir sem destruir, cede apoio com proveito, prestativo, atencioso, infunde calma e respeito.


Desvia o curso à serpente, traça rotas, vence o mato, em todas as latitudes, o bordão é herói no tato.


Sonda o leito do caminho, pratica a verdade e o bem, onde há fogos e perigos, informa como ninguém.


Com seu auxílio é possível prosseguir e caminhar, o próprio cego dos olhos não precisa estacionar.


Reparando-se, porém, no ensino a que o quadro alude, a jornada é nossa vida, o bordão, nossa atitude.


Segue honesto, a passo firme, de espírito sossegado, não sofras pelo dinheiro, mas conserva o teu cajado.

 

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Casimiro Cunha. Cartilha da natureza. São Paulo/SP:Butterflay editora Ltda,2002, ed.1. Cap 60, p.61.