Economia Espírita
André Luiz
E - Cap. XIII - Item 11
O Espiritismo abrange com a sua
influência regenerativa e edificante não apenas a individualidade, mas também todos os
círculos de atividade em que a pessoa respire.
É assim que o Espiritismo na economia
valoriza os mínimos recursos, conferindo-lhes especial significação.
Vejamos o comportamento do espírita,
diante dos valores considerados de pouca monta:
Livro respeitável - Não o entregará à
fome do cupim.
Deligenciará transferi-lo a companheiros que lhe aproveitem a
leitura.
Jornal espírita lido - Não alimentará
com ele o monte de lixo.
Respeitar-lhe-á o valor fazendo-o circular, notadamente entre
os irmãos entregues à fauna rural ou núcleos distantes ou ainda entre reclusos em
hospitais e penitenciárias, sem maiores facilidades para o acesso ao conhecimento
doutrinário.
Publicações de qualquer natureza -
Não fará com elas fogueiras sem propósito.
Saberá empacotá-las, entregando-as aos
necessitados que muitas vezes conquistam o pão catando papéis velhos.
Objetivos disponíveis - Não fará dos
pertences sem uso, elogio à inutilidade.
Encontrará meios de movimentá-los, sem exibição
de virtude, em auxílio dos irmãos a que possam prestar serviço.
Móvel desnecessário - Não guardará os
trastes caseiros em locais de despejo.
Saberá encaminhá-lo em bases de fraternidade
para recintos domésticos menos favorecidos, melhorando as condições do conforto
geral.
Roupa fora de serventia - Não
cultivará pastagem para as traças.
Achará meios de situar com gentileza todos os petrechos de
vestuário, cobertura e agasalho, em benefício de companheiros menos quinhoados por
vantagens materiais.
Sapatos aposentados - Não fará deles
ninhos de insetos.
Providenciar-lhes-á reforma e limpeza, passando-os, cordialmente,
àqueles que não conseguem o suficiente para se calçarem.
Medicamento usado mas útil - Não
lançará fora o remédio de que não mais careça e que ainda apresenta utilidade. Cedê-lo-á
aos enfermos a que se façam indicados.
Selos utilizados- Não rasgará sem
considerações os selos postais já carimbados.
Compreenderá que eles são valiosos
ainda e oferta-los-á a instituições beneficentes que os transformarão em socorro aos
semelhantes.
Recipientes, garrafas e vidros vazios
- Não levantará montes de cacos onde resida.
Empregará todos os invólucros e
frascos sem aplicação imediata na benemerência para com o próximo em luta pela própria
sustentação.
Gêneros, frutos, brinquedos e
enfeites sem proveito no lar - Não exaltará em casa o egoísmo ou o desperdício.
Lembrar-se-á de outros redutos domésticos, onde pais doentes e fatigados, entre crianças
enfraquecidas e tristes receber-lhe-ão por bênçãos de alegria as pequenas dádivas de amor,
em nome de solidariedade, que é para nós todos simples obrigação.
A economia espírita não recomenda
desapreço à propriedade alheia e nem endossa o esbanjamento.
Seja no lar ou na casa
de assistência coletiva, no campo ou no vilarejo, nas grandes cidades ou nas metrópoles,
é a economia da fraternidade que usa os dons da vida sem abuso e que auxilia
espontaneamente sem ideias de recolher agradecimentos ou paga de qualquer
espécie, por reconhecer, diante do Cristo e dos princípios espíritas, que os outros
necessitam de nós como necessitamos deles, de vez que todos somos irmãos.
XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel
e André Luiz. Opinião espírita, cap 5. Jesus
Cristo: Ilustração Reproduzida da Internet.