Amparo Espiritual
Emmanuel
No plano físico, onde apareça a cultura
social, multiplicam-se dispositivos de segurança contra desastres.
Isso, porém, deve igualmente ocorrer
no reino da alma.
Se já acordaste para o conhecimento
superior, caminhas à frente com a função de guiar.
Convence-te de que quanto mais se te
amplie o aperfeiçoamento íntimo, mais dilatado o número dos olhos e dos ouvidos
que te procuram ver e escutar, de vez que todos aqueles que se afinam contigo,
em subalternidade espiritual, passam, mecanicamente, à condição de aprendizes
que te observam.
Não te descuides, pois, do amparo aos
que te acompanham no educandário da vida, entendendo-se que existem quedas de
pensamento determinando lamentáveis acidentes de espírito.
Em toda a situação, seleciona
palavras e atitudes que possam efetivamente ajudar.
Ante as falhas alheias, não procedas
irrefletidamente, censurando ou aprovando isso ou aquilo, sem análise justa, a
pretexto de assegurar a harmonia, mas define-te com bondade, providenciando
corretivos aconselháveis, sem alarde e sem aspereza.
Se aparece a necessidade de
advertência ou repreensão, já que toda a escola respeitável reclama disciplina,
oferece o próprio exemplo no dever retamente cumprido, antes de falar, e,
falando, escolhe, tanto quanto seja possível, lugar, tempo e maneira, segundo
os comprometimentos havidos na causa do bem comum.
Lendo noticiários calamitosos ou
livros indesejáveis, destaca os assuntos que te pareçam dignos de apreço e
examina-os com os irmãos do nível de experiência, evitando comentários
inconvenientes com os amigos de entendimento imaturo.
Espalhando publicações ou
divulgando-as, consagra atenção apenas àquelas suscetíveis de beneficiar os
leitores.
Diante de todas as divergências, conflitos, desesperos e inquietações, articula ideias de paz e pronuncia frases de paz, sem desconhecer embora que todos nos achamos em luta incessante contra o mal e que nenhuma pessoa realmente esclarecida pode acreditar-se em ilusória neutralidade.
Pacifica os outros, através de tua cooperação despretensiosa e espontânea na formação da tranquilidade alheia, sem enganar a ninguém com a expectativa de um sossego que só existe naqueles que fogem das próprias obrigações e que nunca se previnem contra a desordem.
Administra, onde estiveres, o auxílio
espiritual com a alavanca do próprio equilíbrio.
Vigilância sem violência.
Calma sem preguiça.
Consolo sem mentira.
Verdade sem drama.
Se já sabes o que deves fazer, no
plano da alma, trazes o coração chamado a instruir, e um professor verdadeiro,
enxergando mais longe, não apenas informa e ensina, mas também socorre e vela.
XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Estude e viva. Ilustração Reproduzida da Internet.
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