Jesus, Kardec E Nós
André Luiz
E - Cap. XVII - Item 8
Se Jesus considerasse a si mesmo puro demais, a ponto de não tolerar o contato das fraquezas humanas;
se acreditasse que tudo deve correr por conta de Deus;
se nos admitisse irremediavelmente perdidos na rebeldia e na delinquência;
se condicionasse o desempenho do seu apostolado ao apoio dos homens mais cultos;
se aguardasse encosto dinheiroso e valimento político a fim de realizar a sua obra ou se recuasse, diante do sacrifício, decerto não conheceríamos a luz do Evangelho, que nos descerra o caminho à emancipação espiritual.
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Se Allan Kardec superestimasse a elevada posição que lhe era devida na aristocracia da inteligência, colocando honras e títulos merecidos, acima das próprias convicções;
se permanecesse na expectativa da adesão de personalidade ilustres à mensagem de que se fazia portador;
se esperasse cobertura financeira para atirar-se à tarefa;
se avaliasse as suas dificuldades de educador, com escasso tempo par esposar compromissos diferentes do magistério ou se retrocedesse, perante as calúnias e injúrias que lhe inçaram a estrada, não teríamos a codificação da doutrina Espírita, que complementa o Evangelho, integrando-nos na responsabilidade de viver.
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Refletindo em Jesus e Kardec, ficamos sem compreender a nossa inconsequência, quando nos declaramos demasiadamente virtuosos, ocupados, instruídos, tímidos , incapazes ou desiludidos para atender às obrigações que nos cabem na Doutrina Espírita.
Isso porque se eles - o Mestre e o Apóstolo da renovação humana - passaram entre os homens, sofrendo dilacerações e exemplificando o bem, por amor à verdade, quando nós - consciências endividadas, fugimos de aprender e servir, em proveito próprio, indiscutivelmente, estaremos sem perceber, sob a hipnose da obsessão oculta, carregando equilíbrio por fora e loucura por dentro.
XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Opinião espírita. Jesus Cristo e Allan Kardec: Ilustração Reproduzida da Internet.
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