O Espírita Deve Ser
André Luiz
L - Questão 843
O espírita deve ser verdadeiro, mas
não agressivo, manejando a verdade a ponto de convertê-la em tacape na pele dos
semelhantes.
Bom, mas não displicente que chegue a
favorecer a força do mal, sob o pretexto de cultivar a ternura.
Generoso, mas não perdulário que
abrace a prodigalidade excessiva, sufocando as possibilidades de trabalho que
despontam nos outros.
Doce, mas não tão doce que atinja a
dúbia melifluidade, incapaz de assumir determinados compromissos na hora da decisão.
Justo, mas não implacável, em nome da
justiça, impedindo a recuperação dos que caem e sofrem.
Claro, mas não desabrido, dando a ideia
de eleger-se em fiscal de consciências alheias.
Franco, mas não insolente, ferindo os
outros.
Paciente, mas não irresponsável,
adotando negligência em nome da gentileza.
Tolerante, mas não indiferente,
aplaudindo o erro deliberado em benefício da sombra.
Calmo, mas não tão sossegado que se
afogue em preguiça.
Confiante, mas não fanático que se
abstenha do raciocínio.
Persistente, mas não teimoso,
viciando-se em rebelar-se.
Diligente, mas não precipitado,
destruindo a si próprio.
"Conhece-te a ti mesmo" -
diz a filosofia, e para conhecer a nós mesmos, é necessário escolher atitude e
posição de equilíbrio, seja na emotividade ou no pensamento, na palavra ou na
ação, porque, efetivamente, o equilíbrio nunca é demais.
XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Pelos Espíritos Emmanuel
e André Luiz. Opinião espírita, cap 7. Allan Kardec: Ilustração Reproduzida da Internet.
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